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A Bela Junie (La Belle Personne – Chistophe Honoré, 2008)

Havia na Nouvelle Vague sobretudo um reconhecimento de todo o cinema que veio antes. Reconhecimento da maturidade, certamente. Muito já se falou da reedição que Christophe Honoré faz do “movimento” francês em seus filmes, mas o que na verdade existe ali é uma edição da paixão que os cineastas do período nutriam pelo cinema. A paixão de Honoré parece ser por aquela época e não pela própria paixão que movia os filmes.

A Bela Junie, por exemplo, é um filme sem pai, logo, um filme sem conselhos. É um filme sobre jovens sem adultos (até os professores são quase colegas, vide aí Louis Garrel) ao redor que tomam por maiores todos os problemas que enfrentam. Não há aquela balança moral (ou amoral, tanto faz) que nos distraia e nos aprofunde de fato em alguma coisa.

Honoré não consegue construir bem a personagem-título ao ponto em que o que vemos não passa de uma má encenação de um problema que não existe (o encontro final entre Junie e o professor de Louis Garrel é de uma falha tremenda de construção de discurso), onde um rosto possuidor de uma expressão erradamente já pretende se valer como o todo.

1/4

Ranieri Brandão

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