4º – Davi Albergoni

Avaliações:

Luis Henrique Boaventura

Falei muito em imaginação e criatividade neste concurso, e se por um lado a iniciativa de entregar algo diferente é sábia (é básico que entre milhares de resenhas de certo filme, fazer algo diferente é o suficiente pra algum destaque), a poesia está muito ruim. Em primeiro lugar, odeio 99% do que este gênero literário cobre. Tudo me parece infantil, pretensioso e largamente constrangedor. Mas tudo bem, só que se você for escrever uma poesia, precisa saber que não basta simplesmente dispor frases na vertical com palavras que rimem no fim. Em especial quando essas rimas são entre verbos conjugados do mesmo modo, truque baixíssimo muito usado em pagodões de araque.

O Davi foi ligeiro, inteligente ao fazer algo diferente, ao não gastar nem 10 minutos no seu ‘texto’, mas negligente ao achar que nos deixaríamos levar só por causa disso. Mas valeu a tentativa.

0/10

Daniel Dalpizzolo

Absolutamente hilária tua poesia, mas pressuponho que não era esse o objetivo. Mas você viu o filme pelo menos, ou apenas leu a história na internet?

1/10

Daniel Costa

Vale pela curiosidade do formato, ousado como o filme e hey! 2001 é poesia PURA. Mas o conteúdo é derivativo. Sorry Berg…

5/10

Vinícius Veloso Garcia

Caramba, tem q ser caba corajoso pra fazer uma poesia sobre 2001, hahaha … que coragem e cara-de-pau, além do que tá bem feitinha essa poesia , e criativo ele foi, por isso a minha nota é:

10/10

Cassius Abreu:

O Luis falou já o que eu teria a dizer. Porém, gostaria de destacar um ou outro ponto adicional. Desde a primeira estrofe, é perceptível que o Davi tenta rimar forçadamente e acaba por TIRAR a poesia que 2001 tem por natureza. A frase (porque nem parce verso) “mas eis que veio o monolito”, lida com calma, é tosca. Ah, já ia esquecendo o principal ponto: poesia não obrigatoriamente tem rima ou 4/3 versos por estrofe como derivados de sonetos. O romantismo mesmo fugiu, em alguns casos, muito feliz com estes padrões. E a opinião quase não está lá. Um resumo disfarçado, com uma frase gritante, que poderia tirar 0 em vestibular automaticamente: “sim, deixam a QUALQUER UM extasiado”. Para concluir, a vida é fenonemal por si só.

0/10

Total: 16 pontos

Texto:

2001 – uma odisséia no espaço.

O irracional é gritante
Invasivo, impuro, glutural
Mas eis que veio o monolito
E nada mais foi igual

Não mais um animal
Mas um ser que agora pensava
Quando se deparou com uma ossada
A tomou e usando-a, atacava

O grande salto evolutivo
O monolito sempre acompanhou
E quão grande foi o avanço
Quando ao espaço, o homem viajou

Num misto de erudito e vanguarda
Kubrik desenhou seu trabalho mais ousado
Os cenários futuristas, diálogos rebuscados
Sim, deixam a qualquer um extasiado

Mas é no gritante contraste
Que Kubrik tem seu triunfo final
Quando o racional é dominado pela máquina
E David se vê refém do super-computador HAL

Que cenas mais sublimes
Tensas, dramáticas, aterrorizantes
O computador sobrepuja o homem
Nada seria como antes?

Não, poruqe ainda que dominados pelo irracional
Kubrik revela a experiência mais sofrida
Contudo, impossível de ser igualada
Quem poderia, a não ser o homem, gerar a vida?
Vida racional
Vida sentimental
Vida fenomenal
Vida.

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7 Respostas para “4º – Davi Albergoni

  1. Caramba… fui bonzinho com o Berg até…

  2. Albergoni

    Tsc tsc tsc… Os caras vão contra a própria proposta de algo inovador… e ficam nessa coisa Pablo de ser… qdo vem algo diferente, dão zero.

    O Luiz Henrique disse odiar poesia, mas bancou o sabichão ao dizer como ela deveria ser. Disse que a sacada foi inteligente e que a atitude foi sábia. Bem, e deu zero. Pra poesia, não há regras, meu caro… se eu quero ou não rimar entre verbos ou não, e se o truque é barato, o concurso não é de poesia, e sim de textos sobre cinema. Sua análise foi extremamente contraditória…e condizente com a nota: zero.

    O Daniel pelo menos não tentou bancar o sabichão e a nota foi coerente com a justificativa, que é bastante preguiçosa.

    O dook pelo menos entendeu a proposta e a nota não foi maior creio eu que por ficar com medo de se queimar com os amigos do multiplot. Ele poderia ser mais ousado, mas ousar é pra poucos e, como fã de Kubrik que é, deveria saber disso.

    O Vinicius sacou a proposta. Ainda bem que o site dispõe de jurados esclarecidos e vanguardistas, e não de pseudo-críticos de cinema…hehehhe

    Sobre o ultimo jurado, o tal Cassius, bem… ele queima seu comentário por si só quando diz que “Ah, já ia esquecendo o principal ponto: poesia não obrigatoriamente tem rima ou 4/3 versos por estrofe como derivados de sonetos. O romantismo mesmo fugiu, em alguns casos, muito feliz com estes padrões.”… bem, ele mesmo diz que a rima pode não seguir este ou aquele padrão… mas quem disse que eu queria segui-lo? Só quis mandar um texto de cinema, se quiser mandar em soneto, prosa, verso, em dadaísmo, problema meu…

    Aguardem, no próximo concurso, mais rimas virão…hahahhahaha

  3. Djonata

    é que o pessoal é burro, ficam catando justificativa pra não serem mal interpretados. era bem mais simples, era só dizer que a poesia tava uma merda, isso seria bem condizente com o zero. é o que eu faria :B

  4. Pô, não é que eu ache os jurados infalíveis, ninguém é, mas pô, Albergoni, falaste mal da gurizada e elogiaste o cara que te deu 10. Ficou muito parcial a tua avaliação.

  5. Luis Henrique Boaventura

    Hahaha. Bem, o Djonata está certo, eu só quis ser educado e dar meus motivos (e a avaliação não é uma equação matemática, mesmo que tenha achado sua INTENÇÃO inteligente, a poesia ficou ruim DEMAIS para receber qualquer coisa acima de zero).

    Não instiuí regra alguma, a não ser, é claro, que você considere qualidade – não importa em que invólucro – um princípio fundamental e, conseqüentemente, regra.

  6. Cassius

    Exato, não gostei necas do “texto”. A premissa é interessante, mas o desenvolvimento não existe; logo é ZERO – ressalto uma vez mais que ponto se conquista e não se perde para mim; logo, você nada me mostrou, nada terá.

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