Top! Western (Especial Anthony Mann)

Daniel Dalpizzolo

01. Onde Começa o Inferno (Howard Hawks)
02. Meu Ódio Será Tua Herança (Sam Peckinpah)
03. Renegando Meu Sangue (Samuel Fuller)
04. Era Uma Vez no Oeste (Sergio Leone)
05. O Homem do Oeste (Anthony Mann)
06. O Testamento de Deus (Jacques Tourneur)
07. Reinado de Terror (Joseph H. Lewis)
08. Johnny Guitar (Nicholas Ray)
09. Paixões dos Fortes (John Ford)
10. Quando os Homens São Homens (Robert Altman)

Vlademir Lazo Corrêa

01. Rastros de Ódio (John Ford)
02. Três Homens em Conflito (Sergio Leone)
03. Onde Começa o Inferno (Howard Hawks)
04. Renegando Meu Sangue (Samuel Fuller)
05. O Tiro Certo (Monte Hellman)
06. Pat Garret & Billy The Kid (Sam Peckinpah)
07. Buchanan Rides Alone (Budd Boetticher)
08. O Homem dos Olhos Frios (Anthony Mann)
09. Dead Man (Jim Jarmusch)
10. Os Imperdoáveis (Clint Eastwood)

Ranieri Brandão

01. Três Homens em Conflito (Sergio Leone)
02. Era uma Vez no Oeste (Sergio Leone)
03. Rastros de Ódio (John Ford)
04. Onde Começa o Inferno (Howard Hawks)
05. O Dia da Desforra (Sergio Sollima)
06. Meu Ódio Será Sua Herança (Sam Peckinpah)
07. O Homem que Matou o Facínora (John Ford)
08. Keoma (Enzo G. Castellari)
09. Johnny Guitar (Nicholas Ray)
10. Sete Homens sem Destino (Budd Boetticher)

Fernando Mendonça

01. Era Uma Vez no Oeste (Sergio Leone)
02. Johnny Guitar (Nicholas Ray)
03. O Homem que Matou o Fascínora (John Ford)
04. Onde Começa o Inferno (Howard Hawks)
05. Três Homens em Conflito (Sergio Leone)
06. Jeremiah Johnson (Sidney Pollack)
07. O Preço de um Homem (Anthony Mann)
08. Consciências Mortas (William Wellman)
09. Matar ou Morrer (Fred Zinnemann)
10. Meu Ódio Será Sua Herança (Sam Peckinpah)

Thiago Macêdo Correia

01. Rastros de Ódio (John Ford)
02. Era Uma Vez no Oeste (Sergio Leone)
03. Três Homens em Conflito (Sergio Leone)
04. Onde Começa o Inferno (Howard Hawks)
05. Quando os Homens São Homens (Robert Altman)
06. O Homem que Matou o Facínora (John Ford)
07. Johnny Guitar (Nicholas Ray)
08. Meu Ódio Será Tua Herança (Sam Peckinpah)
09. No Tempo das Diligências (John Ford)
10. Os Imperdoáveis (Clint Eastwood)

Luis Henrique Boaventura

01. Era uma Vez no Oeste (Sergio Leone)
02. Três Homens em Conflito (Sergio Leone)
03. O Homem do Oeste (Anthony Mann)
04. Pat Garret & Billy The Kid (Sam Peckinpah)
05. El Dorado (Howard Hawks)
06. O Homem dos Olhos Frios (Anthony Mann)
07. Johnny Guitar (Nicholas Ray)
08. Matar ou Morrer (Fred Zinnemann)
09. O Preço de um Homem (Anthony Mann)
10. Quando Explode a Vingança (Sergio Leone)

75 Comentários

Arquivado em Tops e listas

75 Respostas para “Top! Western (Especial Anthony Mann)

  1. Rafael Alves

    Hmmm, interessante como todas as listas possuem pelo menos um Hawks e um Ford,afinal, são eles os verdadeiros pioneiros,não?

  2. Rafael Alves

    Retiro o que disse,o TOP do Luís não tem Ford,he he he…

  3. 01. Era uma vez no Oeste
    02. Rio Bravo
    03. Meu Ódio Será Tua Erança

    tá bom

  4. Maicon

    Hunf! surgiu um concorrente pra analisar os TOPs

    Entrego o cargo.

  5. O rapaz está aprendendo Maicon.
    Bora, deixa teu comentário de verdade logo.

  6. Sem a referência do Budd Boetticher ainda para poder acrescentar ou não algo dele na lista, apesar de ter um monte dele aqui pra ver – e também estou com um Torneur no oeste aqui em casa para ver qualé a do francês…

    1. Rastros de Ódio (John Ford)
    2. Rio Vermelho ( Howard Hawks)
    3. Era uma vez no Oeste (Sergio Leone)
    4. Meu Ódio Será tua Herança (Sam Peckinpah)
    5. Onde Começa o Inferno (Howard Hawks)
    6. Matar ou Morrer (Fred Zinnemann)
    7. Três Homens em Conflito (Sergio Leone)
    8. Um Certo Capitão Lockhart (Anthony Mann)
    9. Sete Homens e um Destino (John Sturges)
    10. Pat Garret & Billy the Kid (Sam Peckinpah)

  7. Editando o comentário do Rafael (e pra ver se ajuda a movimentar isso aqui), os diretores unânimes foram Hawks, Leone e Peckinpah.

    Ah, Luis, reparando sua lista pela curiosidade apontada de ser a única sem um Ford, me espantei de ver repetidos, três vezes cada um, Leone e Mann… Um pouco redundante não?

  8. Maicon

    Não acho a lista do Luis redundante, é honesta com as preferências deles. (hehe, ja falei no TOP noir, que eu sou contra a homenagem).

    E putz, tambem preciso dizer que a screenshot que ele escolheu é assombrosa! o enquadramento, movimento do tecidos das capas é muito perfeito, parece ilustração! quase me fez preterir o “rio bravo” pelo “era uma…” como primeiro western.

    mas, não.

  9. Caio

    01. Pat Garret & Billy the Kid (Sam Peckinpah, 1973)
    02. Meu Ódio Será Sua Herança (Sam Peckinpah, 1969)
    03. Era Uma Vez no Oeste (Sergio Leone, 1968)
    04. Três Homens em Conflito (Sergio Leone, 1966)
    05. Disparo Para Matar – aka O Tiro Certo (Monte Hellman, 1967)
    06. No Tempo das Diligências (John Ford, 1939)
    07. O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (Andrew Dominik, 2007)
    08. Johnny Guitar (Nicholas Ray, 1954)
    09. El Dorado (Howard Hawks, 1966)
    10. Keoma (Enzo G. Castellari, 1976)
    11. Winchester ’73 (Anthonny Mann, 1950)

    Genial Ranieri, Keoma é transcendental. Putz, achei que era só eu no mundo que achava esse top dos tops.

  10. Caio

    Ah, o que mais quero ver é o Tourneur: O Testamento de Deus. Deve ser lindo de morrer.

    E O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro poderia facilmente entrar nesse top do gênero também, mas é melhor dar preferência a esses aí mesmo.

  11. O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford. [/macaco zaber]

  12. Ranieri Brandão

    Keoma é demais mesmo, Caio. Aquelas quebras de tempo/espaço no mesmo plano são de lascar! Eu também pensava que só eu via algo a mais, no filme. Fora que a trilha é do caramba, né? Eu gosto.

  13. Ranieri Brandão

    E até agora ninguém comentou algo sobre o Budd Boetticher. Recomendo veementemente o Sete Homens Sem Destino.

  14. Ranieri Brandão

    Poxa, e agora que vi. O Luis colocou El Dorado que dos meus tops, também. Tem dias que acho melhor do que Rio Bravo, na moral.

  15. Hehe, eu acho todos os dias.

    Cara, o Maicon não entendeu até agora o lance do top noir, hahah :B

    Nando, eu juro que pensei em citar um Ford, mas aí pensei melhor e citei o terceiro Leone. :B Mas sério, 6 posições ocupadas por 2 diretores é muita coisa, o que aconteceu primeiro porque não tá errado, acho realmente merecido e meu top é esse (que foi a mesma coisa que eu fiz no top noir, ok Maicon?), e outra porque não vi os westerns do Tourneur, do Fuller, e nada do Boetticher.

  16. Maicon

    Claro que eu entendi (obra, diretor, homenagem…é como se os tops fossem pré-aprovados pelo Andy Warhol) , muito bem! isso só não significa que eu concorde

    e por mais pessoal que isso seja, por mais que não seja da minha conta,

    está claro que vc não usou a mesma lógica nos dois TOPs! não citar o Ford é a prova.

  17. Não citei o Ford porque acho Quando Explode a Vingança superior a Rastros de Ódio, Liberty Valance, Diligências…

    Vou copiar o que eu disse lá no outro post:

    “O lance de os diretores não se repetirem foi espontâneo, mas também é meio bom senso, e tem a ver com a hierarquia. É importante (caso contrário seria uma lista, sem números), mas a distância de um top 5 pra um top 25 é praticamente tão irrelevante que a gente passa a buscar outros critérios, tipo citar um outro diretor ao invés de um outro filme de um mesmo diretor (já que a diferença é ridícula ou inexiste)”

    Imagine que a posição nº 5 de um top é ocupada por 10 filmes diferentes. Tudo que você tem a fazer é escolher qual deles colocar ali, e já que tal diretor já foi citado, é legal citar outro. Porque tanto faz.

  18. Ranieri Brandão

    Por pouco não colocava o Quando Explode a Vingança no meu top.

  19. caiolefou

    Hehe, eu acho todos os dias. [2] El Dorado > Rio Bravo

    E tem Mitchum pagando de bebum!

    A trilha de Keoma possivelmente é melhor que 99% das do Morricone. Maurizio e Guido De Angelis são gênios também.

    Agora o maior dentro disso aí de todos os tempos é Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia claro, mas cai melhor num top ação.

  20. caiolefou

    Tem os Sollimas pra ver também, O Dia da Desforra e Faccia a Faccia que são fortes concorrentes pra beirar top ae.

  21. Claro que entendo Luis. Se um dia fizermos um top suspense provavelmente eu vou pagar minha língua… rsrsrsrs

    E assim como no noir, já estou anotando os filmes que ainda não vi. Esse tal Keoma eu nunca tinha ouvido falar! Aliás, esses feios, sujos e malvados que o Rani citou (Sollima, Boetticher e Castellari) ainda me são estranhos sem nome…

  22. Maicon

    “Não citei o Ford (nenhum filme na lista)porque acho Quando Explode a Vingança (três citações) superior a Rastros de Ódio”

    “…buscar outros critérios, tipo citar um outro diretor ao invés de um outro filme de um mesmo diretor”

    Será possível que só eu acho as duas afirmações acima incoerentes???

    OFF – (também pra ver se ameniza as coisas) – Acabei de adquirir o Era uma vez no Oeste, aquela cena das capas merece ser conferida com urgência.

  23. Ranieri Brandão

    Poxa, Caio! Eu acho a trilha de Keoma sensacional, mas Morricone pra mim é ainda imbatível! hahahaha. E fiquei pensando também se dava pra encaixar o Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia, aqui.

    Acho q faltou Corbucci na minha lista.

  24. Maicon

    ô Luis, só mais uma tréplicazinha…uma só…

    prometo que eu só volto a comentar no TOP Epícos.

  25. Vai ter top épicos? êêê \o/

    Mas Maicon, a resposta tá implícita, hehe. Aliás, explícita, na minha mensagem anterior. “já que a diferença é ridícula ou inexiste” e “imagine que a posição nº 5 de um top é ocupada por 10 filmes diferentes”. Foi o que aconteceu no top noir. No caso eu não considero que os Fords ocupem a mesma posição de Quando Explode a Vingança, eles estão abaixo. saca? :)

    Sobre as capas de Erauma Vez no Oeste, aqueles planos (tem duas versões se bem me lembro) não estão realmente no filme, haha.

  26. Maicon

    Putz não tem a cena! duas decepções no mesmo dia… :(

    Ok, entendi, suponhamos então que eu elabore uma lista a partir dos seus preceitos, tipo, TOP editores do multiplot! (meramente ilustrativa, não reflete a realidade)

    Então vamos lá:

    1º Dalpizzolo
    2º Luis, Fernando, Thiago, Thiago 2, Ranieri, Vlademir
    3º Djonata

    vejam que na 2ª posição a diferença é “ridícula ou inexiste” e ocupada por vários integrantes.

    De acordo com os seus critérios, eu não poderia citar o Luis, pq afinal ele é uma versão light da escola Dalpizzolo e já existe um integrante dessa categoria citado em uma posição acima, logo todos os outros poderiam ocupar uma posição menos vc, acabei criando uma inexistente posição 2,5º para agrupar um integrante que “virtualmente” não se difere dos outros, injusto não?

  27. O Maicon não é desse mundo… :|

  28. Huhaauhua, Bat [/nelson

    Maicon, eu esgotei os meus recursos pra tentar te fazer entender algo que na verdade é muito simples. Não tem como ficar mais simples do que o que foi dito até agora, isso tanto é verdade que você fez uma complicação monstruosa aí (além de aproveitar pra me xingar outra vez :B). Você tem 50 filmes pra citar num top 10. Chega a 10ª posição de um top como esse do western, e você adora Quando Explode a Vingança, mas adora do mesmo jeito Rastros de Ódio sendo que Ford ainda não foi citado na sua lista. Vai colocar o Leone por que?

    A não ser que você genuinamente considere isso uma injustiça. Aí quem passa a não entender sou eu, mas tudo bem.

  29. Ah, e tem a cena sim no Era uma Vez no Oeste, o que não tem são aqueles planos específicos das capas dos dvds (que são reproduções artísticas daquela cena)

  30. Maicon

    Na verdade vc esgotou os recursos parar tentar provar algo que vc julga simples! tanto que vc nem respondeu a minha questão.

    mas deu a dica fundamental:

    “Você tem 50 filmes pra citar num top 10. Chega a 10ª posição de um top como esse do western, e você adora Quando Explode a Vingança, mas adora do mesmo jeito Rastros de Ódio sendo que Ford ainda não foi citado na sua lista. Vai colocar o Leone por que?”

    Foi o que vc fez! colocou o Leone pq vc gosta mais, e olha que vc deu um “belo motivo” para não colocar, mas mesmo assim colocou

    Pq vc está deliberadamente tentando me provar que acredita no contrário do que vc realmente fez???

    o erro começa na premissa:

    “vejam que na 2ª posição a diferença é “ridícula ou inexiste” e ocupada por vários integrantes.”

    não da! simplesmente, não da pra pessoas:

    que gostam tanto de elaborar TOPS
    que elaboram tabelas e médias
    que vivem de expressar sua opinião atráves de numeros

    não conseguirem hierarquizar uma coisa tão simples, não existe isso de inexistente, e se a diferença for rídicula, ela está lá! não está? um mínimo detalhe faz algo melhor ou menor, e ainda principalmente a partir de filmes de um mesmo gênero! De que maneira se elabora uma lista honesta assim? com tanto reducionismo não precisaria de uma ordem numérica!

    OFF – que bom que a cena existe! heeh, o problema é que vc me deixou passar um dia tão transtornado que eu esqueci de salvar o arquivo no pen drive e trazer pra casa #thanks! :(

  31. caiolefou

    Claro que existe, é a abertura…

    Pqp… Jason Robards, Bronson, Woody Strode, Jack Elam e Henry Fonda quase conseguem vencer Holden, Borgnine, Warren Oates, Robert Ryan e Ben Johnson em termos de elenco mais fuderoso do mundo!

  32. caiolefou

    Desconhece Monte Hellman também, Nando?

    O único a fazer western existencial provavelmente, dois (Dsiparo Para Matar e Cavalgada No Vento, ambos obras-primas). É só pensar em Antonioni dirigindo um western, sairia um desses dois aí. Sem contar que o melhor filme americano já feito é dele, Two-Lane Blacktop etc.

  33. “Foi o que vc fez! colocou o Leone pq vc gosta mais, e olha que vc deu um “belo motivo” para não colocar, mas mesmo assim colocou”

    Eu sei que foi o que eu fiz, é o que eu tô tentando explicar, pra isso foi o exemplo. Eu coloquei o filme do Leone porque gosto mais dele que do filme do Ford. Entendeu? começa com “VOCÊ tem 50 filmes pra citar num top 10”. Isso é um exemplo. Achei que não precisasse explicar porque eu falei logo acima “não considero que os Fords ocupem a mesma posição de Quando Explode a Vingança”.

    Eu não elaboro nem tabelas, nem médias (não sou o Scofa), e não vivo de expressar opinião através de números. Eu expresso opinião falando as coisas, nota é acessório e sempre será. Não existe precisão matemática pra considerar coisas como “um mínimo detalhe faz algo melhor ou menor”, não se diz que um filme é melhor que o outro contabilizando erros e acertos. Não há ciência no que diz respeito aos teus sentimentos. Que detalhe pode haver que coloque No Silêncio da Noite acima de Almas Perversas? Não sei. Mesmo assim tem 18 filmes entre eles no meu top 20. Também não sei por que, mas posso inverter as posições que não vai fazer diferença nenhuma.

    Você acha que não montei uma lista honesta. Não posso fazer nada a esse respeito, é o que você acha e tá achado. Antigamente eu tinha meus filmes favoritos muito bem definidos. Top 1, top 2, top 3, etc… Bem tranquilo. Você tá começando agora e vai notar isso acontecendo. Você vai assistindo coisas e chega a uma fase em que qualquer um dos teus 10 favoritos pode ocupar a 1ª colocação. Com gêneros é a mesma coisa, não aconteceu tanto nesse do western porque eu não vi o suficiente (não tanto quanto noirs, por exemplo), mas eu garanto que vai acontecer de novo e de novo.

    Quer ver como fica o top western literalmente?

    01. Era uma Vez no Oeste
    Três Homens em Conflito
    O Homem do Oeste
    Pat Garret & Billy The Kid
    02. El Dorado
    O Homem dos Olhos Frios
    Johnny Guitar
    Matar ou Morrer
    O Preço de um Homem
    Quando Explode a Vingança?

    Por que eu não postei ele assim? Porque tops são só uma brincadeira, e porque seria uma baita frescura.

  34. Daniel Dalpizzolo

    Eu fico fora uns dias e os caras se descontrolam, pqp. ahaha.

  35. O melhor foi o Maicon colocar no top editores o Djonata em 3 sozinho, todos os outros a frente dele. hahahahahahahaha.

    Tô rindo até agora.

  36. Meu Deus… Tudo isso porque comentei a aparente redundância de uma lista…

  37. Mas analisando seu Top editores… Por mais que você diga que a diferença entre os segundos colocados seja inexistente, Freud explica que seu inconsciente determinou os rumos da lógica exposta (já que não há nenhuma outra, sequer alfabética), adotando implicitamente uma predileção dentro da ordem em que eles foram indicados. E como sua interpretação dos critérios do Luis também é plausível, o nome dele não pode constar no Top, deixando-me com a real segunda colocação da lista.
    (eu precisava extrair algo positivo da discussão)

  38. Daniel Dalpizzolo

    As vezes parece que o pessoal inala urina antes de postar aqui, ahaha.

    Ah, e Caio, voce nunca vai gostar sozinho de um filme, pode ir desistindo, até Peter Jackson tem seu público… rs.

  39. caiolefou

    pqp, o cara ignorou minhas perguntas.. huahuh

    mas a do maicon foi foda mesmo, não tem jeito. kkkkkkkk.

  40. Maicon

    Bom, peço desculpas antes de tudo por tumultuar o blog dessa maneira, acho que acabei me excedendo um pouco…

    promessa é dívida! volto no TOP Epícos, se ele existir (o que se não acontecer será mais um grande exercício de incoerência).

    __________________________________

    “Que detalhe pode haver que coloque No Silêncio da Noite acima de Almas Perversas? Não sei.”

    “No Silêncio da Noite é apenas meu filme favorito, não tem como estar em outro lugar.”

    …………………………………………………………………………….

  41. Por favor, Maicon, se não fossem seus comentários seriam nós e os ecos por aqui, ahaha.

  42. Maicon

    Haha Agora já prometi, e Luis fez a parte dele então!

    ( e não que eu não me arrependa, mas…)

    :X

  43. Maicon

    A frase ficou errada, é:

    eu já prometi, e o luis fez a parte dele (replicar), então…

  44. Maicon

    Eu só demonstrei fatos, nenhuma surpresa…

  45. Você não assimilou uma palavra do que eu disse, hehe. mas nenhuma surpresa.

  46. Maicon

    A cada resposta vc acrescentava somente citações para interpretações dúbias, mais do que assimilar, eu tive que concluir! não é surpreendente, no mínimo foi curioso

  47. Eita, Caio, você se referiu a pergunta que me fez sobre o Hellman? Não, não conheço os westerns dele, mas com essa referência a Antonioni pode deixar que está entre minhas prioridades. Valeu!

  48. K. Lincoln

    Gostei desse blog…pelo jeito sempre tem discussões acaloradas haha…e parabéns por analisarem a obra de um cineasta tão subvalorizado como Mann

  49. Daniel Dalpizzolo

    Tem dias que são mais legais, postamos montagens uns com os outros sendo enrabados por mamutes por pura vingança. Chamar a mãe de puta nunca teve muita graça.

  50. K. Lincoln

    “…postamos montagens uns com os outros sendo enrabados por mamutes por pura vingança…”

    haha escárnio inescrupuloso é o que há.Também fazia essas coisas no meu blog…
    Mas não deixa de ser menos nonsense do que postulados cartesianos que tentam invalidar os critérios uilizados numa lista(no caso a do Boaventura)

  51. Maicon

    eu mereci isso… :(

  52. K. Lincoln

    e você Maicon,qual seria teu western favorito?

  53. Maicon

    er…Bandidas(2006), com a Penélope Cruz.

    brincadeira, é

    Rio Bravo, do Hawks

    (sim, eu tambem mereco a lição de moral, que prevejo, em breve rou receber de um estranho…) :( sorry

    isso se chama Karma, eu fui avisado pelo “my name is earl” e mesmo assim insisti no erro…

  54. K. Lincoln

    uahuhauhauhau mas o que te faz pensar que alguém está te dando lição de moral?
    E rio bravo é mesmo fodão…

  55. K. Lincoln

    bandidas entraria fácil num “Top Worst”do gênero

  56. Maicon

    nada não, é que eu tenho problema mental, e o remédio acabou no domingo…

  57. Maicon

    EQUIPE MULTIPLOT! – Por favor, vcs tem ferramentas para deletar comentários extremamente sem noção? dêem uma faxina nesse tópico.

  58. Daniel Dalpizzolo

    A ferramenta pra limpar os comentários sem noção seria a Deletar Blog, mas não quero ser a pessoa a utiliza-la pela primeira (e ultima) vez.

  59. É, a gente usou no outro fórum, tu viu o que aconteceu.

  60. Se a gente lançasse um top todo dia esse negócio congestionava de vez…

  61. 1-Três Homens em Conflito
    2-Rastros de Ódio
    3-Meu ódio será tua herança
    4-Os Imperdoáveis
    5-No tempo das Diligências
    6-Por uns dolares a mais
    7-A fera do forte bravo

    Os três primeiros são obras primas, os outros três são excelentes e o ultimo e legazin só.nada de mais hehe, coloquei só por que foi um dos primeiros que eu vi

  62. Cheguei aqui pela tag do meu último post e não resisti a dar um palpite tardio

    1. Meu Ódio Será Tua Herança (Sam Peckinpah)
    2. Três Homens em Conflito (Sergio Leone)
    3. Era uma Vez no Oeste (Sergio Leone)
    4. Rastros de Ódio (John Ford)
    5. Onde Começa o Inferno (Howard Hawks)
    6. Os Imperdoáveis (Clint Eastwood)
    7. Matar ou Morrer (Fred Zinnemann)
    8. Pat Garret & Billy the Kid (Sam Peckinpah)
    9. No Tempo das Diligências (John Ford)
    10. Sete Homens e um Destino (John Sturges)

  63. mrl-x

    OS WESTERNS DE ANTHONY MANN
    March 22, 2010
    Conservando personagens e situações clássicas do western e dando-lhes um enfoque “adulto”, Anthony Mann manteve a integridade do gênero e, ao mesmo tempo, revitalizou-o. Foi no western que, unindo temas, estrutura e estilo, produziu suas obras mais pessoais.

    Os cinco filmes que fez com James Stewart (Winchester 73 / Winchester 73 / 1950, E o Sangue Semeou a Terra / Bend of the River / 1952, O Preço de um Homem / The Naked Spur / 1953, Região do Ódio / The Far Country / 1954, Um Certo Capitão Lockhart / The Man from Laramie / 1955), criaram um novo tipo de herói que é um personagem próximo do mito e da tragédia grega e está, igualmente, no centro de outros grandes westerns de Mann (O Caminho do Diabo / Devil’s Doorway / 1950, Almas em Fúria / The Furies / 1950, O Tirano da Fronteira / The Last Frontier / 1956, O Homem dos Olhos Frios / The Tin Star / 1957 e O Homem do Oeste / Man of the West / 1958. É um sujeito comum, vulnerável, obcecado pelo passado e pelo desejo de vingança ou de redenção, cujo código moral não está de acordo com a sociedade. Apresenta geralmente muita similaridade com o vilão que vem a ser um reflexo dele mesmo. Tem a consciência de que vive num mundo violento e precisa preparar-se para enfrentá-lo. Não se deixa dominar pelos outros. Age com forte determinação e coragem, vencendo tremendos obstáculos – longas distâncias a serem percorridas, ambientes hostís, isolamento, os mais dilacerantes sentimentos físicos – , para conseguir atingir seus objetivos.

    Outras características dos westerns de Mann são a simplicidade e a sensibilidade visual, aprendidas com um mestre inigualável. “O diretor que mais tenho estudado – meu diretor favorito – é John Ford. Em um só plano ele apresenta, mais rápido do que qualquer outro, o ambiente, o conteúdo, o personagem; Ford tem a maior concepção visual das coisas e eu acredito nisso. O choque de um só pequeno plano que possa fazer-nos entrever toda uma vida, todo um mundo, é muito mais importante do que o mais brilhante dos diálogos”.

    Dentro deste conceito, a paisagem desempenha um papel crucial na obra de Mann, sendo sempre captada pelo cineasta, com alma de arquiteto ou geômetra, em magníficas composições plásticas. Ele sabe dar aos suntuosos panoramas um tratamento funcional, mantendo constante relação dramática entre exteriores e personagens. Como disse um crítico francês, a natureza em Mann é o contraponto das aventuras humanas.

    Tal como em Flechas de Fogo / Broken Arrow / 1950, realizado por Delmer Daves no mesmo ano, porém lançado antes, O Caminho do Diabo foi corajosamente favorável à causa indígena, numa época em que era difícil assumir esta atitude no Cinema americano. Lance Poole (Robert Taylor), pele-vermelha da tribo soshone, condecorado por bravura durante a Guerra Civil, retorna à terra natal no Wyoming, onde enfrenta o ódio e a discriminação. Instigados por um oportunista (Louis Calhern), criadores de ovelhas pretendem desalojá-lo do seu rancho de criação de gado, travando-se uma luta feroz, ao fim da qual o índio, mortalmente ferido, se entrega às forças da cavalaria, convocadas para impor a ordem. Além da denúncia à injustiça social e ao preconceito, evidente inclusive no relacionamento do protagonista com uma advogada (Paula Raymond), há o conflito de identidade refletido nos trajes híbridos que ele usa. Todos esses aspectos foram expostos sem subterfúgios.

    Apesar da intriga ser de fundo realista e transcorrer na maior parte em exteriores, Anthony Mann optou pelo estilo visual noir com composições – o funeral do velho chefe numa gruta iluminada pelos clarões das tochas, os enquadramentos na cena da provocação contra os índios no saloon – cuidadosamente preparadas numa fotografia contrastada.

    A interpretação sóbria e eficicente de Robert Taylor, acentuando o caráter humano do personagem, a vivacidade das cenas de batalha – os índios atacando do alto das montanhas, arremessando bastões de dinamite nos toldos das carroças e pulando selvagemente dos cavalos para as costas dos adversários enquanto o rebanho é atropelado pelas explosões – são outros traços distintivos da obra de estréia do cineasta, no gênero com o qual sentiu, desde logo, a maior afinidade.

    Almas em Fúria é um western freudiano sobre as relações entre a heroína, Vance Jeffords (Bárbara Stanwyck) e seu pai, T.C. Jeffords (Walter Huston), latifundiário do Novo México. Ao ser expulsa de casa, após ter desfigurado com uma tesoura o rosto da madrasta (Judith Anderson), que viera usurpar o lugar de Vance na imensa propriedade – simbolicamente denominada “As Fúrias” -, ela procura refúgio junto a um amigo de infância mexicano (Gilbert Roland); porém o pai cerca o reduto onde ele vive com a mãe e os irmãos e manda enforcar o rapaz. A filha jura então tomar a fazenda do velho, o que consegue, com a ajuda de um antigo pretendente, Rip Darrow (Wendell Corey), também interessado na vingança, por outros motivos. Reconhecendo a derrota, o pai faz as pazes com a filha, mas vem a ser morto pela mãe (Blanche Yurka), cuja morte havia ordenado.

    A complexidade do roteiro, desenvolvido de modo fragmentário e indisciplinado, faz o filme parecer mais longo do que realmente é, porém Mann mantém a atmosfera dramática durante todo o desenrolar da narrativa. A tensão é realçada nos momentos de agressão à madrasta e do tiroteio no cerco à família dos mexicanos no alto do morro, fotografada com contrastes de claro-escuro e efeitos de silhueta. Mann teve um grande apoio do elenco, todo ele irrepreensível, destacando-se Walter Huston e Bárbara Stanwyck pela maior intensidade dos respectivos papéis, sendo particularmente notáveis as cenas íntimas entre ambos, quando se manifesta o complexo de Electra que domina a heroína.

    Winchester 73 começa no dia 4 de julho de 1873, em Dodge City. Lin MacAdam (James Stewart) encontra finalmente Dutch Henry (Stephen McNally), que vinha perseguindo há algum tempo. Porém, como o xerife local, o famoso Wyatt Earp (Will Geer) confisca todas as armas, o acerto de contas fica para uma outra oportunidade. Lin e Dutch participam de um concurso de tiro, cujo prêmio é uma Winchester 73, o fuzil mais aperfeiçoado da época, muito cobiçado no Oeste. Lin ganha a disputa, mas Dutch rouba-lhe a carabina e foge da cidade. Lin e o amigo High Spade (Millard Mitchell) vão atrás de Dutch, enquanto a Winchester passa sucessivamente de suas mãos para as de um traficante, Joe Lamont (John McIntire), um chefe indígena, Young Bull (Rock Hudson), um covarde, Steve Miller (Charles Drake) e um assaltante de bancos, Waco Johnny (Dan Duryea), voltando depois à posse de Dutch. Lin alcança Dutch e os dois se defrontam num duelo, revelando-se então que eram irmãos e Dutch havia matado o pai. A trama episódica e circular reúne, com virulência e autenticidade, todos os tipos tradicionais do gênero, ligando o destino dos numerosos participantes do drama e ensejando uma meditação sobre a violência – as pessoas que se apoderam da carabina de alto poder de destruição morrem, porque só a desejavam para matar. A violência é acentuada ainda pelo caráter trágico da relação familiar entre vilão e herói. Aquí, como em vários outros westerns de Mann, encontra-se um indivíduo amargurado e raivoso, movido pelo ódio.

    Além do admirável plano-sequência inicial, destacam-se as cenas do torneio de tiro, do roubo da arma por Dutch e seus capangas, da morte de Joe Lamont escondido pelo gesto de Young Bull que se coloca diante da lua, do ataque dos índios, da primeira aparição de Waco Johnny e do tiroteio final na montanha rochosa, todas as imagens compostas com uma admirável perspicácia visual.

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    No decorrer de E o Sangue Semeou a Terra, Glynn McLintock (James Stewart), guia de uma caravana de pioneiros, salva Emerson Cole (Arthur Kennedy) de ser enforcado como ladrão de cavalos, estabelecendo-se entre os dois uma estima recíproca. Glynn já havia passado por situação semelhante e, apesar de suas suspeitas, espera que Cole, como ele próprio, se regenere. Após um ataque de índios, o comboio alcança a primeira etapa, Portland, onde os colonos compram víveres que deverão ser entregues mais tarde.Um grupo de mineradores oferece cem mil dólares pelos mantimentos, mas Glynn respeita o direto dos colonos que, sem alimentação, não poderão suportar os rigores do inverno. Entretanto, Cole cede à tentação do dinheiro, desarma Glynn, deixando-o desamparado nas montanhas, e leva o carregamento. Enfrentando as maiores dificuldades, Glynn consegue seguir Cole a distância e, no momento propício, ataca-o, sucedendo uma feroz luta corpo a corpo às margens de um rio caudaloso.

    O roteiro entrelaça a aventura interior da busca de Glynn por uma nova identidade como um homem de bem – expondo o confronto entre sua honestidade resoluta e o cinismo realista de Cole – com o esforço épico dos pioneiros para chegarem até o local, onde se implantará a colônia agrícola, explicitando-se o tema do dever para com a coletividade. Mann acentua primeiro a afinidade dos caracteres de Glynn e Cole e depois os coloca em choque; Glynn quer rejeitar o passado compartilhado com Cole e vislumbra-se a “estrutura da ressonância” entre herói e vilão, fundamental na filmografia do diretor.

    A ação transcorre quase que exclusivamente nos deslumbrantes cenários perto do rio Columbia e do monte Hood, no Oregon, fotografados com lirismo virgiliano. O ritmo da narrativa acompanha o deslocamento da longa fila das carroças e do rebanho através do amplo panorama , sendo porém continuamente avivado por cenas empolgantes, entre elas, a saída dos três companheiros do saloon (o terceiro, um jogador, interpretado por Rock Hudson) com as armas em punho e a expedição noturna de Glynn e Cole, com as facas nos dentes para atacar os índios, ambas admiravelmente dirigidas.

    O Preço de um Homem inicia-se quando, disfarçado de xerife, Howard Kemp (James Stewart) caça o fora-da-lei Ben Vandergroat (Robert Ryan), visando a recompensa de cinco mil dólares, estipulada para a captura do bandido. Com o dinheiro, pretende reaver o rancho, do qual fora destituído por ocasião da Guerra Civil. Entretanto, é obrigado a aceitar a ajuda de Jesse Tate (Millard Mitchell), um velho garimpeiro e de Roy Anderson (Ralph Meeker), ex-militar de moralidade duvidosa, também interessado no prêmio. Os três conseguem prender Ben, que se refugiara no alto de um penhasco, na companhia de uma jovem órfã, Lina (Janet Leigh), filha de um ex-companheiro de assaltos. Durante a viagem até a cidade, semeada de incidentes, o malfeitor incita uma guerra de nervos entre seus guardiães, servindo-se de Lina para distrair a atenção de Kemp. Após uma tentativa frustrada de fuga, Bem convence Tate a soltá-lo, com a promessa de indicar-lhe o local de uma mina de ouro, mas, assim que se vê livre, mata-o sem piedade. Em seguida, Bem arma uma cilada para Kemp e Roy; porém, graças a Lina, que compreendera enfim o verdadeiro caráter do amigo, o plano fracassa. Abatido por Kemp, o corpo de Ben cai nas correntezas de um rio e, pensando na recompensa, Roy tenta resgatar o cadáver, sendo tragado pelas águas turbulentas. Kemp resgata o corpo, mas, diante das súplicas de Lina, o abandona. Com o apoio e o amor da jovem, constituirá uma nova vida, sem recorrer àquele dinheiro, causa de tantos crimes.

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    O filme possui a simplicidade e o rigor de uma obra clássica, com a ação única passada num tempo e lugar determinados. Apenas cinco personagens, cujas relações e sentimentos são analisados diante dos exteriores do Colorado, magistralmente fotografados. É uma tragédia clássica em plena natureza e, ao mesmo tempo, um penetrante estudo da ambição humana, na qual estão presentes: a tendência usual do diretor de integrar o meio com os conflitos dos personagens e o tema, também recorrente, dos “irmãos inimigos” – Ben é oriundo da mesma cidade de Kemp, embora este se esforce por afastar qualquer familiaridade entre ambos – tratado pela primeira vez em Winchester 73.

    No desfecho eletrizante, Kemp e Roy lutam à beira de uma correnteza, com o barulho dos golpes abafado pelo da água, cuja presença metafórica o enquadramento em câmera alta lembra constantemente. Só esta imagem bastaria para definir o estilo e pensamento de Mann, que procura sempre situar o transbordamento das paixões no esplendor sereno de um cenário natural.

    Região do Ódio tem como personagens centrais o vaqueiro Jeff Webster (James Stewart) e o amigo Ben Tatum (Walter Brennan). Eles chegam com seu gado a Skagway, no Alasca, onde têm uma rixa com o “juiz” Gannon (John McIntire), que os manda prender e lhes confisca o rebanho. Pela intervenção de uma dona de saloon, Ronda Castle (Ruth Roman), os dois são libertados e, sem dinheiro, aceitam servir como guia no comboio de Ronda até Dawson, onde ela pretende abrir um novo estabelecimento. No meio do percurso, Jeff e Ben voltam a Skagway, recuperam o gado e, já em Dawson, resolvem explorar uma concessão aurífera para, com o lucro, adquirirem uma fazenda no Utah. Porém Gannon e seus asseclas vão atrapalhar os planos dos dois amigos.

    Transferindo a ação do oeste americano para o Alasca, Mann expõe a dinâmica interação dos conceitos de individualismo e responsabilidade social. Obediente apenas à própria moral, Jeff a princípio não quer se envolver com os problemas dos outros e só saca do revólver ao ser pessoalmente atingido; porém, no final, compreende o valor da amizade sincera e elimina Gannon – num lance de grande astúcia – em favor da comunidade.

    Fotografado com técnica apurada, no território nevado do Yukon, o filme explora mais uma vez, de maneira dialética, os personagens e a natureza grandiosa, fazendo-nos lembrar de um trecho da análise percuciente de André Bazin a respeito do senso do espaço natural por parte do diretor: “Na maioria dos westerns, e mesmo nos melhores, como os de Ford, por exemplo, a paisagem é um quadro expressionista, onde vêm se inscrever as trajetórias humanas. Em Anthony Mann é um meio.O próprio ar não se separa da terra e da água. Como Cézannne, que queria pintar o espaço aéreo, Anthony Mann faz com que a gente o sinta, não como um espaço geométrico, um vazio de horizonte a horizonte, mas como uma qualidade concreta do espaço. Quando a câmera faz um panorama, ela respira.”

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    Um Certo Capitão Lockhart apresenta um novo herói taciturno com ânsia implacável de vingança. O Capitão Will Lockhart (James Stewart) sai de Forte Laramie e chega a Coronado, em busca do responsável pela venda de armas aos apaches que massacraram seu irmão. Ali, entra em conflito com Alec Waggonman (Donald Crisp), poderoso proprietário de terras que, prestes a ficar completamente cego, pensa em dividir o imenso domínio territorial entre o filho legítimo, Dave (Alex Nicol), rapaz arrogante e impulsivo, e o filho de criação, Vic Hansbro (Arthur Kennedy) capataz da fazenda, encarregado de conter as desordens do “irmão”. Com a ajuda de Kate Canaday (Aline MacMahon), vizinha e rival de Alec, e após sofrer muita violência, Lockhart descobre o homem que procurava, ensejando os momentos culminantes no alto de uma colina.

    A figura trágica do velho, de inspiração shakespereana, pois a analogia com o Rei Lear é evidente – Alec, cego, pensando em repartir o império, não percebe que é o filho adotivo quem mais o ama e pratica atos insensatos, provocando sua própria queda – dá enorme dramaticidade ao filme, que apresenta, sob o plano formal, uma inteligente utilização do CinemaScope.

    Mann contradiz todas as hipóteses pessimistas levantadas por ocasião do advento deste formato, tais como a impossibilidade dos primeiros planos, a dificuldade dos movimentos de câmera e a morte da montagem. A seqüência brutal nas salinas, por exemplo, mostra os planos bem próximos do rosto de Lockhart, capturado no laço e arrastado por sobre as cinzas da fogueira, intercalado naturalmente com outras tomadas mais gerais. Todos os enquadramentos são sabiamente construídos, como, na cena do enterro, o desenho de um imenso triângulo, cujo vértice é constituído pela cabeça do assassino e, depois do funeral, a silhueta negra do ancião desesperado, que dá tiros a esmo.

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    Em O Tirano da Fronteira, três caçadores, Jed Cooper (Victor Mature), Gus Gus (James Whitmore) e Mungo (Pat Hogan), roubados pelos índios, não têm outra alternativa senão a de servirem de batedores de uma guarnição do exército. Jed não se adapta á disciplina, nem aceita as intenções do novo comandante, Frank Marston (Robert Preston), militar ambicioso e arrivista que fora destacado para um forte tão distante por ter sacrificado inutilmente seus homens num combate durante a Guerra de Secessão. Com a idéia fixa da necessidade de uma vitória extraordinária, Marston não hesita em repetir o fato leviano, ordenando um ataque louco contra os índios que Jed em vão tenta impedir. Marston é um dos primeiros a morrer, mas Jed consegue salvar o resto da tropa.

    Western rousseauniano, inspirando-se no episódio histórico, desmitificado, do General Custer, ao sublinhar a obstinação do comandante, tem como tema a crítica da civilização feita por um selvagem. Jed percebe logo que todos odeiam Marston, mas, quando resolve matá-lo, surpreende-se com o fato de que sua decisão encontrara a maior reprovação. Este homem primitivo e pitoresco – que oferece trutas à esposa (Anne Bancroft) do Coronel, para lhe provar a afeição – é um personagem original e recebeu de Victor Mature uma interpretação primorosa. Cada plano do filme parece ter sido minuciosamente trabalhado com vistas à tela larga e os movimentos de câmera, principalmente os de grua, atingem uma eficácia ophulsiana e suscitam uma real emoção estética.

    No relato de O Homem dos Olhos Frios, Morg Hickmann (Henry Fonda), ex-homem da lei que, ressentido contra a sociedade por causa de um acontecimento no passado, se torna caçador de recompensas, trazendo para o xerife Ben Owens (Anthony Perkins) o corpo de um bandido e cobrando a recompensa. Ben é novato no ofício e, depois que Hickmann o tira de encrencas, os dois ficam amigos. O homem mais velho e experiente passa então a atuar como professor e conselheiro do rapaz, até que este adquire a confiança necessária para exercitar seu trabalho, dominando sozinho Bart Bogardus (Neville Brand), o maior desordeiro da cidade. Ao orientar o Xerife principiante, Hickmann se reeduca e a sua lassidão se transforma em ardor. Ben lhe permite recuperar o gosto de ser aquilo que era.

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    Concentrando-se m

    ais na caracterização dos personagens de Hickmann e Ben e na influência mútua entre os dois, Mann não se preocupa tanto com a paisagem, que é bastante rara, seca e árida, quase desolada, assim como a sua direção é a mais despojada possível. O que não impede de nascerem cenas excitantes como o assalto à diligência, o assassinato do médico (John McIntire) – descoberto morto dentro da charrete quando todos se preparavam para homenageá-lo -, a captura dos dois malfeitores (Lee Van Cleef, Peter Baldwyn) e a turba agitada por Borgadus querendo linchá-los, todas cenas forjadas com notável intuição cinematográfica.

    O Homem do Oeste, último grande western de Anthony Mann, é uma súmula dos temas prediletos do diretor. Em Crosscut, Link Jones (Gary Cooper), é um aparentemente ingênuo e tímido fazendeiro, que toma o trem para Fort Worth, com a incumbência de contratar uma professora para a comunidade em que vive com a família. Descobrindo sua missão, o vigarista Sam Beasley (Arthur O’ Connell) planeja um golpe, apresentando-lhe uma cantora de saloon, Billie Ellis (Julie London) como professora. Entretanto, o trem é roubado e os três acabam caindo nas mãos dos bandidos, cujo líder, Dock Tobin (Lee J. Cobb), vem a ser tio de Link, que havia sido membro da quadrilha. Fazendo o tio pensar que voltara para prosseguir na via do crime, na qual o velho o introduzira, Link vai aos poucos eliminando cada um dos bandidos. Até o climax, surgem vários incidentes violentos, entre eles a morte de Sam e dois stripteases antológicos: um, da mulher, forçada a tirar a roupa na frente dos bandidos e de Link, imobilizado pela faca que um deles lhe aperta na garganta; outro, masculino, quando Link, para vingar a humilhação de Billie, espanca duramente o degenerado que a obrigara a despir-se e depois começa a arrancar, peça por peça, as vestes do adversário.

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    Todo o esforço do herói é para manter a condição humana que conquistou ao regenerar-se. Sabe que não pode se deixar corromper pelas forças do mal, encarnado pelo patriarca demente e, para se desprender de suas raízes, Link tem que matar “o pai” e os “primos”, usando os métodos cruéis que aprendera com eles. O próprio Tobin compreende que seu tempo já passou -daí o símbolo da cidade fantasma – e incita Link a executá-lo, estuprando a mulher que pensa pertencer ao sobrinho.
    Como Cimarron / Cimarron / 1960 não é rigorosamente um western e sofreu várias mutilações, podemos dizer que, com esta obra-síntese, Anthony Mann encerrou sua trajetória no gênero, no qual se tornou, com a colaboração de excelentes roteiristas, um dos realizadores mais expressivos.

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    Do Spaghetti Western vocês ‘esqueceram’ do The ‘Great Silence’ / Il grande Silenzio, do Sergio Corbucci e que muitos colocam na frente do ‘Django’, do mesmo Corbucci.

    ‘Consciências Mortas’ do William A. Wellman só entrou na listagem do Fernando Mendonça, mas ninguém lembrou de ‘Céu Amarelo’, de 1948, do e do mesmo diretor que é um filme único, impressionante, com toques de noir.

    O filme basicamente se passa em uma cidade fantasma, sendo que este cenário foi construído por 150 pessoas, num local próximo a Lone Pine, Califórnia, depois da demolição de uma cenário antigo, usado num filme chamado “Last Outpost”, de 1923, com Tom Mix, e as locações externas foram belíssimo “Vale da Morte”, na Califórnia, local preferido do John Ford e [sonho realizado] do Leone quando filmou lá o seu “Era uma Vez no Oeste”.

    ***
    Download do filme:

    http://www.imdb.com/title/tt0040978/

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    LEGENDA
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    fonte:
    http://sofilmacos.blogspot.com/2010/09/baixar-ceu-amarelo-yellow-sky.html

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  71. Edivaldo Martins

    Para quem é westerniano é muito difícil selecionar apenas os 10 melhores westerns, porque sempre vão faltar vários westerns…
    Basicamente, com uma exceção ou outra, a seleção é boa. Se bem que, para o meu gosto, tem muito Spaghetti-Western!
    Alguns diretores, como William Welmann, Dalmer Daves,King Vidor, Budd Boetticher, Samuel Fuller, foram pouco citados. E Clint Eastwood, Robert Aldrich, John Sturges, William Wyler,Richard Brooks,JohnHuston, Arthur Penn,Henry Hathaway e Gordon Douglas, foram esquecidos. Filmes Como Vera Cruz,O Passado Não Perdoa,Galante Sanguinário, O Resgate do Bandoleiro,A Arvore dos Enforcados, Cavalgada Trágica, O Homem que Luta Só,Pacto de Justiça,Sem Lei e Sem Alma, Homem Sem Rumo,Duelo ao Sol,A Última Caçada,A Última Carroça, Punido Pelo Próprio Sangue,O Laço do Carrasco,Ao Despertar da Paixão,Caravana de Bravos,Os Indomáveis, Rio Conchos,Homens Intrépidos, O Ouro que o Destino Carrega,Os Impedoáveis, Josey Walles, O Fora-da-Lei, O Pequeno Grande Homem,Ódio Contra Ódio,Pistoleiros do Entardecer,Eu Matei Jesse James,O Último Pistoleiro,Sua Única Saida,O Tesouro de Sierra Madre,Sangue Na Lua,A Vingança de Ulzana,Um Homem Difícil de Matar,Duelo de Titãs,A Conspiração do Silêncio, Sua Ùltima Façanha,Golpe de Misericórdia,Obrigado a Matar, Irmãos Inimigos,Dragões da Violência,A Face Oculta,O Ultimo dos Moicanos(última Versão),O Cangaceiro,Cavaleiro Solitário,Flechas da Vingança,A Vingança do Pistoleiro,Sangue de Pistoleiro,Pistoleiros do Oeste, Rastro Perdido,Onde Os Fracos Não Tem Vez,Herança de Um Valente, Os Brutos Também Amam, O Estranho Sem Nome, O Matador,Da Terra Nasem os Homens,e outros…Como,podemos ver para mim é muito difícil citar apenas 10. Mas, com dor no coração, vou fazer o possível…
    Minha lista dos TOP TEN:
    1- RASTRO DE ÓDIO
    2- MATAR OU MORRER
    3- O PREÇO DE UM HOMEM
    4- 7 HOMENS SEM DESTINO
    5- NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS
    6- JOHNNY GUITAR
    7- MEU ÓDIO SERÁ A SUA HERANÇA
    8- RIO VERMELHO
    9- VERA CRUZ
    10-DANÇA COM LOBOS

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