Arquivo do mês: janeiro 2010

Inimigos Públicos (Public Enemies – Michael Mann, 2009)

Não é desde tão pouco tempo que percebemos as inversões de papéis no cinema. Até porque, de fato, na vida real essas distorções de valores são bastante comuns. Me lembro de ter visto um traficante de drogas que de bandido se tornou herói, pessoas torciam por sua fuga, havia até mesmo cartazes…para mim era uma evidência de que o mundo perdia suas referências. Me pergunto de onde provém tais “aberrações comportamentais” e nem mesmo o fato de contar com uma percepção de ausência de racionalidade em determinados âmbitos por parte dos seres humanos é capaz de justificar.

Acho que há uma certa atração de muitos pela transgressão dos valores sociais devido a insatisfação com seus efeitos individuais. Tenho estudado um pouco da Declaração de Direitos Humanos da ONU, elaborada em 1948 a fim de prestar um concurso público e percebo a grande utopia (até um pouco de hipocrisia mesmo) em instituir aqueles parâmetros. Os discursos são belos, mas na verdade, justamente devido ao reconhecimento pelos que as estudam (que normalmente são pessoas com nível cultural um pouco mais razoável, tendo em vista a acessibilidade e interpretação de tais textos) de que representam algo um bocado intangível. Talvez esse seja um motivo pela qual mesmo dentre as classes privilegiadas da sociedade (economicamente falando) ainda assim há a propagação desse mesmo sentimento de tendência a algumas transgressões. Mesmo que psicológicas. Ninguém gosta totalmente do que é “certo” e talvez seja até porque o “certo” não foi instituído por nós mesmos (individualismo?)

Em Public Enemies, Michael Mann nos apresenta um cenário bastante típico que serve para identificar esses sentimentos obscuros que possuímos em nossos íntimos. Seria possível não apresentar carisma pelo bandido assassino John Dillinger ou mesmo odiar o defensor da lei interpretado por Christian Bale? Até mesmo porque suas feições e caracterizações são cuidadosamente construídas para que a inversão surta muito mais efeito?

E à medida que ocorre a decadência do bando, um a um se rendendo a uma força policial inteligentemente conduzida (diante de reviravoltas do roteiro muito bem produzidas, naturalmente), há um certo pesar estranho no espectador. Parece que o vínculo estabelecido entre os personagens, independente do caráter a eles correspondido é grotescamente mais importante do que o senso de justiça. Ainda mais que Dillinger não esconde de ninguém o que é. Nem diante dos olhos embabascados da mulher de seus sonhos, que não se esmaece quando percebe os problemas advindos daquela vida de aventuras criminosas. Aliás, personagem espetacular.

E essa “aura” percorre PE do início ao fim. É extasiante participar da atmosfera para nós quase mística dos anos 30 e contrapor ao mundo de hoje e nos envolver sentimentalmente com um lado tão obscuro da personalidade.

4/4

Silvio Tavares

ou: Inimigos Públicos (Michael Mann, 2009) – Thiago Macêdo Correia – 4/4

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Colateral (Collateral – Michael Mann, 2004)

Bah, eu tava precisando mesmo dessa revisada. Caramba, é muito alto nível isso. A forma que ele filme L.A, mostrando aquele mar de luzes, poetizando a cidade através do reflexo, dos sinais, da própria arquitetura. Isso é saber usar o ambiente. Cara, é cada enquadramento, como, por exemplo, quando aquele corpo cai no carro, ou até quando ele fica de mãos atadas buzinando por ajuda. E essa cena aí do cantor de Jazz, essa quebra de expectativas, repentinamente, de um momento relaxado, praquela mudança de expressão, de terror. E o personagem do Cruise é dos mais fodas de sempre, né? Não existe explicação, ele pode ser simplesmente mau, em essência, não tem como saber, não tem como deduzir muito, é tudo muito pouco sugestionado sobre ele, como se tivesse um barreira. Mas existe algo ali, meio que impede de odiar completamente, como uma interrogação, um certo código de honra, como quando na hora em que simplesmente perde o duelo de tiros, e senta no banco. Ele perdeu e agora vai simplesmente morrer ali, nada pessoal, sem ressentimentos. Quando ele fala pra mãe do Foxx que são amigos, da pra sentir uma certa sinceridade ali. Não tem como odiar completamente, e até da pra ter um misto de admiração com qualquer outra coisa (ou uma palavra semelhante a essa). E fora a fodisse dele, entrando naquela festa, aquela imponência, aparentemente invencível, violento, focado. É incrível como mesmo nessa frieza toda, ele consegue ainda exalar um sentimento misterioso, que vai contra a natureza explicita dele. E ainda foi esnobado, a atuação do cara ta entre as melhores da década.

4/4

Thiago Duarte

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Avatar (James Cameron, 2009)

Assisti Avatar há alguns dias atrás (precisamente dois) e ainda estou tentando processá-lo em minha mente. É absurdamente positivo saber que existem muitos filmes ainda que lhe fazem pensar por algum tempo sobre como as emoções primordialmente saltam da tela , evidenciando o lado psicológico do espectador mais intenso, que muitas vezes permanece suprimido, acalentado, diante de nossa própria vergonha de sermos humanos e apresentarmos como tais, características das quais nos orgulhamos e outras que a sociedade nos impôs como falhas comportamentais.

E que belíssima forma de demonstrar isso Cameron nos presenteou. Contemplando as fotos das criaturas de Pandora como há meses atrás me recordo de um asco instintivo a qual desenvolvi. Um senso de transmissão de megalomania, obsessão pela técnica apurada, algo que enxergava como uma gigantesca perversidade, uma máquina de assimilar dinheiro e ego.  Além do mais, eu não conhecia e nem me importava com a estória, “vítima” da ausência de opinião formulada a respeito por não ter acompanhado nada.

Hoje tudo isso pouco me importa. Se foi verdade ou não, para mim não interessa. Pandora foi concebida como a perfeição da interação com a natureza, o homem integrado, fazendo parte ativa na captação e perpetuação da energia que envolve todos os seres viventes. Em determinado ponto se percebe uma grande rede neural abraçando este fragmento do paraíso (uma tentativa estúpida dos humanos explicarem em termos conhecidos algo muito mais intenso e grandioso que seus minúsculos cérebros).

Em um mundo onde existe sobrevivência, cadeias alimentares e o homem (ou o similar a é simplesmente parte integrante, dele deriva um peso constante e grotescamente difícil de aceitar. É como se houvesse uma troca: você foi agraciado com  inteligência incomum, mas amaldiçoado pela consciência de tudo, dos fluxos de energia completos, em todas as suas subdivisões e vertentes. E nela se inclui a dor da perda e da destruição, não só da prole como naturalmente existe pelos nossos vínculos emocionais comumente estabelecidos, mas também de todo e qualquer ser vivente que propaga esta característica amorfa.

E daí provém os rituais emocionantes de cunho praticamente incompreensível a olhos desatentos daquelas criaturas tão evoluídas (e que justamente por isso chegam a ser tristes por termos nos afastado tanto disso em vista a interesses completamente divergentes e individualistas).

E nesse ponto posso falar do 3D e da perfeição, que parece ser a obsessão de praticamente todos os comentários as quais li até agora. Entendo o 3D por exemplo como uma forma de amplificação dos sentidos que se torna uma poderosíssima forma de interação com os personagens transcendentais em um filme que privilegia e expõe a base de tudo como a interação. Ele funciona (e aqui é importante compreender o que penso sobre a diferença) como forma de sensibilidade da perfeição do mundo fictício criado por Cameron (e não o contrário!). Por duas horas e quarenta minutos você é parte integrada daquilo para depois ser devastado quando a conexão é interrompida e arremessado com pensamentos e reflexões sobre o que realmente somos e pensamos no dia a dia.

Minha sensação real foi a de que eu era, no lugar do ex-combatente aquele que entrava na máquina e sonhava não pertencer ao outro lado. Lindo.

Talvez esse seja um comentário atípico mesmo e essa é a intenção aqui. Não creio que a função do cinema para um cinéfilo seja apenas comentar sobre os enquadramentos geniais, as gigantescas batalhas ou o gasto de x milhões de dólares para a criação de um filme (até porque não tenho conhecimento técnico algum), mas o que de fato consegue nos transmitir e como ele consegue nos emocionar. Esta é de fato a magia para mim.

4/4

Silvio Tavares

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Sob o Domínio do Medo (Straw Dogs – Sam Peckinpah, 1971)

Muitos dizem por aí que “Funny Games”, do Haneke, faz com que o espectador se torne, de certa forma, um cúmplice de todas as atrocidades que estão passando na tela. Bom, acho que essas pessoas, ao verem “Sob o Domínio do Medo”, vão achar “Funny Games” um filminho de freiras.

Tudo que você possa imaginar e esperar do “Bloddy Sam” está aqui, mas intensificado a enésima potência, com uma fúria gigantesca. Todos os acontecimentos, desde o começo do filme, se encontram dentro de uma espiral de violência (física, psicológica, sexual), que resulta em explosões e mais explosões, cada vez maiores. É como uma saraivada de bombas-relógio sendo filmadas, onde cada minuto na tela corresponde a milésimos de segundos dentro do filme. Nunca a “teoria da bomba”, dita por Hitchcock, foi tão ampliada.

Sem falar que a câmera de Peckinpah nunca esteve melhor, em comparação a todos os seus filmes. E a montagem do filme é uma contestação irrefutável de outra teoria famosa do cinema: o “Efeito Kulechov”, onde a justaposição de certas imagens permite-nos estabelecer ligações entre dois planos que, por si só, nada dizem. E o modo como isso é aplicado é um dos principais motivos das milhares de bombas-relógio explicadas acima.

E, dessa catarse violenta e explosiva, todos os personagens colhem as conseqûencias dos seus atos impensados, seja através da irresponsabilidade (como a personagem de Susan George), ou até mesmo por negligência e inabilidade inicial de contornar certos problemas (como o personagem de Dustin Hoffman). Mais do que isso: mesmo todo o avanço de tempo entre o Velho Oeste e o Mundo Moderno não impediu o ser humano de controlar o seu instinto animalesco. Pelo contrário: muitas das vezes, é preciso recorrer a ele para sobreviver.

Em resumo: são 110 minutos que podem fazer cabeças, e tudo o mais ao seu redor, explodirem. Coisa que só o “poeta da violência” poderia fazer.

4/4

Adney Silva

ou: Sob o Domínio do Medo (Sam Peckinpah, 1971) – Daniel Dalpizzolo – 4/4

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Screenshots! – O Quimono Escarlate (The Crimson Kimono – Samuel Fuller, 1959)

Tá, olhem isso por um instante. Eu tive até pena de diminuir as imagens (clique pra ver em tamanho original). Reparem na proporção da figura central para o resto do quadro, como a sombra se desprende do corpo nas duas primeiras imagens, como ele parece encará-la na segunda, e como a sequência da saída do hotel parece pintada à mão, como cada detalhe de postura é importante, como o conflito se esclarece inteiro em alguns poucos gestos e como Samuel Fuller é mesmo um dos maiores de todos.

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4/4

Luis Henrique Boaventura

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Top! Melhores de 2009

Mais um ano que passa e é chegada a hora do tradicional top dos melhores do ano. No final do post está a lista final com a soma dos votos da equipe. O critério foi 10 pontos para o primeiro, 9 pontos para o segundo, 8 para o etc… O Lutador e Avatar empatarem em 19 ponto cada, mas o O Lutador ficou à frente pois teve algumas melhores colocações em geral. Já Up e Abraços Partidos tiverem a mesma quantidade de pontos e foram citados exatamente nas mesmas posições, aí não tinha como desempatar.

Feliz 2010!

Djonata Ramos

No meu top “oficial” não couberam alguns filmes que não foram lançados comercialmente aqui no Brasil, mas cabe citá-los, justamente por estarem a frente de alguns que compareceram a essa lista aí, são eles: Zombieland (Ruben Flesicher), Bad Lieutenant: Port Of Call: New Orleans (Werner Herzog) e Whatever Works (Woody Allen). E, claro, algumas menções honrosas: Simplesmente Feliz (Mike Leigh), Segurando as Pontas (David Gordon Green) e Arraste-me Para o Inferno (Sam Raimi), e umas desonrosas: Anticristo (Von Trier), Quem Quer Ser um Milionário (Danny Boyle), Atividade Paranormal (Oren Peli) e Watchmen (Zack Snyder) – poderia também citar o aborto cometido pelo Robie Zombie (Halloween), mas aí seria bater em cachorro morto, então fico só nos “mais mais”.

01. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino)
02. Inimigos Públicos (Michael Mann)
03. Amantes (James Gray)
04. Gran Torino (Clint Eastwood)
05. O Lutador (Darren Aronofsky)
06. Deixa Ela Entrar (Tomas Alfredson)
07. Avatar (James Cameron)
08. Férias Frustradas de Verão (Greg Mottola)
09. Eu Te Amo, Cara (John Hamburg)
10. Se Beber, Não Case (Todd Phillips)

Murilo Lopes

2009 foi um ano de gratas surpresas. Embora alguns filmes deste top eu já imaginasse que seriam bons filmes por serem dirigidos por caras do naipe de Michael Mann ou por serem fruto de produtoras como a Pixar, outros simplesmente surgiram do nada e arrebentaram tudo. Realmente não esperava que “Adventureland” e “Eu Te Amo, Cara” emplacassem no meu top 10. Enfim, creio que ficou um top bem variado. Filmes contundentes como “Deixa Ela Entrar” e “Amantes”, filmes divertidos como “Up: Altas Aventuras”, “Arraste-me para o Inferno” e “Bastardos Inglórios”.

Menções honrosas para “Anticristo”, de Lars von Trier e “O Lutador”, de Darren Aronofsky. Menções (bem) desonrosas para “Confissões de uma Garota de Programa”, de Steven Soderbergh, “Halloween”, de Rob Zombie e, especialmente, para “Quem Quer Ser um Milionário”, de Danny Boyle, o fiasco do ano.

01. Up: Altas Aventuras (Peter Docter e Bob Petersen)
02. Inimigos Públicos (Micheal Mann)
03. Gran Torino (Clint Eastwood)
04. Férias Frustradas de Verão (Greg Mottola)
05. Deixa Ela Entrar (Tomas Alfredson)
06. Amantes (James Gray)
07. Eu Te Amo, Cara (John Hamburg)
08. (500) Dias Com Ela (Marc Webb)
09. Arraste-me para o Inferno (Sam Raimi)
10. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino)

Amílcar Figueiredo

Noir. Drama. Melodrama. Cores. Atores. Direção de Atores. Vida. Cinema. Cinema maior que a vida. Pecados. Culpas. Expiação pela arte. Fazer arte é preciso, viver não é preciso. Almodóvar.

E 5 menções honrosas, sem ordem: Gran Torino (Idem), de Clint Eastwood; A Partida (Okuribito), de Yojiro Takita; 500 Dias Com Ela ((500) Days of Summer), de Marc Webb; Goodbye Solo (Idem), de Bahareh Azimi; Caramelo (Sukkar banat), de Nadine Labaki.

01. Abraços Partidos (Pedro Almodóvar)
02. Amantes (James Gray)
03. O Casamento de Rachel (Jonathan Demme)
04. As Testemunhas (André Téchiné)
05. Up – Altas Aventuras (Pete Docter e Bob Peterson)
06. Deixa Ela entrar (Tomas Alfredson)
07. Simplesmente Feliz (Mike Leigh)
08. Coraline e o Mundo Secreto (Henry Selick)
09. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino)
10. Milk – A Voz da Igualdade (Gus Van Sant)

Adney Silva

Bom, esse ano consegui ver 38 filmes que estrearam em 2009. Todos no cinema. Não foi a média de 1 filme por semana que gostaria de ter, mas não é nada de se desprezar. E tivemos um ano muito bom na minha opinião, com Clintão emplacando dois filmes no top 10, James Cameron entrando na última semana, um documentário cru e bastante real envolvendo a fome no Brasil (pena que ficou apenas uma semana em cartaz, e em apenas dois cinemas aqui no Rio), e um dos filmes mais devastadores e belos desse ano, além de um vencedor da Palma de Ouro em Cannes. Com vocês, o meu top 10 do ano de 2009:

01. Gran Torino (Clint Eastwood)
02. Garapa (José Padilha)
03. Amantes (James Gray)
04. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino)
05. O Lutador (Darren Aronofsky)
06. Avatar (James Cameron)
07. Dúvida (John Patrick Shanley)
08. Entre os Muros da Escola (Laurent Cantet)
09. Inimigos Públicos (Michael Mann)
10. A Troca (Clint Eastwood)

Menções honrosas para a ótima biografia de Harvey Milk, o belíssimo melodrama adolescente de Christophe Honore, a volta ás origens de Sam Raimi e a volta de Jonanthan Demme aos bons filmes.

Thiago Duarte

01. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino)
02. Adventureland (Greg Mottola)
03. Amantes (James Gray)
04. Gran Torino (Clint Eastwood)
05. (500) Dias com Ela (Marc Webb)
06. Eu Te Amo, Cara (John Hamburg)
07. Arraste-me Para o Inferno (Sam Raimi)
08. Deixe Ela Entrar (Tomas Alfredson)
09. Inimigos Públicos (Michael Mann)
10. Avatar (James Cameron)

Marcelo Dillenburg

01. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino)
02. Deixe Ela Entrar (Thomas Alfredson)
03. Gran Torino (Clint Eastwood)
04. Watchmen (Zack Snyder)
05. Abraços Partidos (Pedro Almodóvar)
06. Austrália (Baz Luhrmann)
07. Amantes (James Gray)
08. O Lutador (Darren Aronofsky)
09. Se Beber, Não Case (Todd Phillips)
10. (500) Dias com Ela (Marc Webb)

Daniel Costa

A lista não tá muito boa… selecionar 10 filmes entre os 30 vistos no ano não é fácil…

01. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino)
02. Avatar (James Cameron)
03. Gran Torino (Clint Eastwood)
04. Inimigos Públicos (Michael Mann)
05. Harry Potter e o Enigma do Príncipe (David Yates)
06. A Troca (Clint Eastwood)
07. O Lutador (Darren Aronofski)
08. Distrito 9 (Neill Bloomkamp)
09. À Deriva (Heitor Dhalia)
10. Star Trek (J.J. Abrahms)

Daniel Dalpizzolo

01. Gran Torino (Clint Eastwood)
02. Aquele Querido Mês de Agosto (Miguel Gomes)
03. A Fronteira da Alvorada (Philippe Garrel)
04. Horas de Verão (Olivier Assayas)
05. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino)
06. Amantes (James Gray)
07. Beijo na Boca, Não! (Alain Resnais)
08. Deixa Ela Entrar (Tomas Alfredson)
09. Férias Frustradas de Verão (Greg Mottola)
10. Inimigos Públicos (Michael Mann)

– LISTA FINAL –

01. Gran Torino (Idem, Clint Eastwood, 2008) – 58 pontos
02. Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, Quentin Tarantino, 2009) – 56 pontos
03. Amantes (Two Lovers, James Gray, 2008) – 47
04. Deixa Ela Entrar (Lat Den Ratte Komma In, Tomas Alfredson, 2008) – 31 Pontos
05. Inimigos Públicos (Public Enemies, Micheal Mann, 2009) – 30 Pontos
06. Férias Frustradas de Verão (Adventureland, Greg Mottola, 2009) – 21 Pontos
07. O Lutador (The Wrestler, Darren Aronofsky, 2008) – 19 Pontos
08. Avatar (Idem, James Cameron, 2009) – 19 Pontos
09. Up: Altas Aventuras (Up, Peter Docter e Bob Petersen, 2009) / Abraços Partidos (Abrazos Rotos, Pedro Almodóvar, 2009) – 16 Pontos
10. Eu Te Amo, Cara (I Love You, Man, John Hamburg, 2009) – 11 Pontos

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