2012 (Roland Emmerich, 2009)

Primeiramente, você conhece Roland Emmerich? Então sabe que ele recebeu essa alcunha de “mestre do desastre” não à toa. Se você gosta de suas catástrofes anteriores, provavelmente goste dessa também, se não gosta, acho que não vai ser aqui que passará a gostar, afinal, ele acaba repetindo-se. Emmerich não passa de um louco que quer ver o circo pegar fogo e não poupa esforços para realizar as mais fantásticas catástrofes que o cinema já concebeu.

Mas vou logo avisando, se você não gosta de filmes com clichês (pais separados, filho que chama o pai pelo nome e gosta mais do padrasto “cool” – leia-se rico – entre outras pérolas) com enredos rasos, com diálogos patéticos tirados dos Teletubies, com choro forçado, com situações nada nada verossímeis, é… passe longe desse. Mas se você é adepto do bom e velho filme catástrofe onde só se preocupa com as… catástrofes, bom, veja! Aqui o Emmerich, por incrível que pareça, amplificou o que já havíamos visto em O Dia Depois de Amanhã. 2012 é totalmente frenético a partir dos seus, sei lá, 40 minutos, quando o Cusack vai buscar sua família numa limousine afim de escaparem dos primeiros sinais do desastre, essa sequencia, na minha opinião, é o grande momento do filme, é tão forçada, exagerada, tão… tão… cinema. Pena que as partes que entrecortam as espetaculares sequências de destruição não sejam boas o suficiente pra dar liga ao filme e torná-lo realmente bom, somado a isso a sua duração exagerada (já que grande parte dela é enxertada com os tais bla bla blas) acabam tirando um pouco do divertimento “porralouca”que se espera, mas nada que comprometa a experiência como um todo.

Enfim, desligue um pouco esse cérebro aí, compre um sacão de pipoca um refrizão e aproveite o fim do mundo.

2/4

Djonata Ramos

ou: 2012 (Roland Emmerich, 2009) – Silvio Tavares/Luis Henrique Boaventura

14 Comentários

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14 Respostas para “2012 (Roland Emmerich, 2009)

  1. enxak

    Eu conheço o Emmerich, gosto demais de Independence Day e O Dia Depois de Amanhã, assim como acho O Patriota e Soldado Universal uma merda, fui ver 2012 ontem sabendo que o filme seria longo, e admito que isso me preocupou a princípio. A preocupação passou, minutos depois que o filme começou e até terminar, vendo todos aqueles clichês desfilando perante a mim com a graciosidade de uma hipopótoma prenha (adoro quando citam a velha e boa “precisamos de um barco maior”, me senti “o tiozão” rindo sozinho na sala de cinema por causa dessa fala, será possível q ninguém naquela porra de sala assistiu Tubarão? Vão tomar no cu!), e adorei. Daria nota 3,5/4 se fosse escrever um texto, tirando esse meio ponto por causa da vontade de ver mais catástrofe e menos “blá blá blá”, mas foda-se, a catástrofe apresentada compensa (então eu daria 4/4 mesmo, pensando melhor agora). Mas isso deve ser porque meu cérebro está sempre desligado haha.

    Top 3 Emmerich:

    1. Independence Day
    2. 2012
    3. O Dia Depois de Amanhã

  2. enxak

    Ah, e o careca do Natural Born Killers tava mto engraçado uheuhauh, aquele blog dele, UHEWUHAUHAUHA

  3. Caros amigos do Multiplot, indiquei o blog para o recebimento de um selo que está lá no meu humilde espaço. Quando puderem passar por lá, é só retirar e seguir as “regras”.

    Sobre 2012 e Emmerich, tive esperanças (poucas é verdade) com Dia Depois de Amanhã que foram totalmente exterminadas com 10.000 ac.

  4. djonata

    10.000 A.C. é, tranquilamente, um dos piores filmes já concebidos na face deste planeta azul. vergonhoso até para um cineasta do quilate do Emmerich.

  5. djonata

    e enxak, a piada referência a tubarão foi, de fato, a mais engraçada do filme (proavelmente a única), ri muito.

  6. Achei bem inferior a O DIA DEPOIS DE AMANHÃ e ID. Entre outras coisas pq é mais desumano do que deveria ser, o Emmerich passa uns dois séculos tentando criar um vínculo emocional e o resultado acaba sendo patético.

  7. djonata

    eu acho que nesses casos, quanto mais desumano melhor, hehe. o filme cai muito justamente quando perde muito tempo com humanos em tela. quanto mais caos e menos pessoas, better. como disse o Thiago Duarte: se fosse um filme de 1h30 só mostrando um cara fugindo da destruição absurda que o emmerich propõe, seria dos melhores blockbusters – algo assim. e eu concordo. a hora que o emmerich se convencer que não sabe criar um bom drama ele faz sua obra-prima. se bem que, agora nem tem mais o que destruir… seria a galáxia o próximo passo? hahaha

  8. Se o interesse é pelo drama Emmerich estaria muito mais próximo de fazer um bom filme com a destruição de um prédio do que com a de uma cidade ou país ou do mundo. Uma pena que ele tente conflitar tanto as forças contrárias de seus filmes até desgastá-los e torná-los ruins, quando não intragáveis, porque as cenas de destruição (falo de O Dia Depois de Amanhã e ID pois não vi 2012) são realmente muito boas e um filme inconsequente apenas com estas cenas seria provavelmente uma grande diversão.

  9. Espetáculo da dessenssibilização… a prova maior é que quando centenas, milhares de pessoas estão para morrer em frente à uma das arcas, arrasadas por uma onde gigantesca, a gente se preocupa em saber se o CACHORRO vai se salvar…. inclusive o próprio Emmerich parece mais preocupado com isso antes de emendar aquela cena patética dos líderes unindo pensamentos altruístas antes da possibilidade deles próprios morrerem.

    Mas quer saber, duvido que UMA SÓ pessoa vá ao cinema ver esse filme esperando encontrar algo mais do que destruição casca grossa. Por isso 2012 é tão bom, ele entrega o que se espera dele e paga a conta com sobras. Um dos filmes que eu mais me diverti esse ano – descontando as partes em que eu quis comer o fígado do roteirista. Se tirasse os personagens humanos e ficasse só com a destruição, seria nota 5/5

  10. O truque do cachorro é parte indispensável da fórmula, além de velho páca, hehe.

  11. djonata

    é como eu disse, tem todos os clichês que eles conseguiram lembrar. o cachorro, os pais separados, o filho que chama o pai pelo nome, a despedida emocionada de um pai do seu filho, o ricaço que é chifrado pela gostosa com seu próprio subordinado. tá tudo lá. haha

  12. E eu quero ver de novo, com certeza, mas com o dedo no botão de forward pra pular as cenas sem expressão, aquelas, com os personagens

  13. Sílvio Tavares

    Eu achei uma bosta. Todo mundo que gostou não entendeu.

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