Versus! – A Noite dos Mortos Vivos, de George Romero (1968) vs. A Noite dos Mortos Vivos, de Tom Savini (1990)

Depois de uma pausa, o Versus! está de volta, e acontecerá aqui no Multiplot! quinzenalmente, daqui por diante.

Esta 3ª edição do Versus traz à tona uma discussão sempre pertinente: Original vs. Remake: Qual versão do filme A Noite dos Mortos Vivos você prefere?

Os votos de parte dos redatores e as suas justificativas/comentários já estão aí, formando uma parcial da equipe do Multiplot!. No entanto, queremos a sua ajuda, e você vai poder votar até as 19:59 de sexta-feira, sendo postado então o resultado final entre a combinação de votos da equipe e dos leitores.

Defenda com unhas e dentes sua preferência, nem que para isso seja preciso esparramar muito sangue, vísceras e membros esquartejados pelo chão:

 

A Noite dos Mortos Vivos, de George Romero (1968)
vs.
A Noite dos Mortos Vivos, de Tom Savini (1990)

Thiago Duarte – Savini

Reconheço tudo o que o filme do romero representou pro cinema, e foi muito, mas putz, o filme do Savini é uma das coisas mais divertidas que existem. Aliás, tudo no filme do Savini me agrada mais, principalmente aquela troca de caracteristica das protagonistas.

Rodrigo Jordão – Savini

Nem é para dar uma de diferente e menosprezar os clássicos e tal, mas sim por realmente não gostar do filme do Romero. E por uma questão, a meu ver, simples: O aperfeiçoamento natural ao qual o “gênero” filmes-de-zumbi foi tendo, filme após filme (hoje em dia, em filmes como Madrugada dos Mortos (refilmagem de outro de seus filmes) por exemplo, já houve uma releitura da coisa toda, e os zumbis até correm, o que não vejo necessariamente como um avanço, é só um sinal dos tempos mesmo, mas isso já é outra discussão). No filme do Romero os zumbis são muito apáticos (haha admito que é engraçado falar isso de mortos), não consigo me ver apavorado naquela situação que é criada, por mais intimista, aquela intenção de tornar o clima caustrofóbico, etc. Em seu segundo filme (da trilogia, que depois virou pentalogia), Despertar dos Mortos, essa apatia é corrigida, e o Romero enfim pega o “time” da coisa.

Adney Silva – Romero

O que o Rodrigo vê como apatia, eu vejo como uma lenta e progressiva ampliação do medo exercido pela presença dos zumbis, coisa que a refilmagem não têm (não me entendam mal , até gosto da refilmagem). Mais do que isso: quem acha que o grande mote dos filmes do Romero são os zumbis não merece ter o seu voto considerado.

Djonata Ramos – Romero

Tom quem?

Daniel Dalpizzolo – Romero

Mesmo não sendo dos melhores filmes do diretor – O Exército do Extermínio e Despertar dos Mortos são infinitamente superiores – o pessimismo, o cinismo e a habilidade em catalogar e amplificar o Cinema de horror de Romero fazem de qualquer filme de zumbi dirigido por ele um produto mais interessante do que seria caso o mesmo material estivesse sob a supervisão de outro realizador.

 

PARCIAL da Equipe:
Romero 3 x 2 Savini

 

RESULTADO:

Romero 4 x 2 Savini

Esse Versus! meio que passou batido, e só tivemos um voto, e mesmo assim, esse voto veio de mais um da equipe. Enfim, o resultado então foi esse:

A versão para A Noite dos Mortos Vivos de George Romero venceu, com 4 votos a 2, de Tom Savini.

Daqui a 15 dias tem mais. Ou não, sei lá.

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10 Comentários

Arquivado em Comentários

10 Respostas para “Versus! – A Noite dos Mortos Vivos, de George Romero (1968) vs. A Noite dos Mortos Vivos, de Tom Savini (1990)

  1. Rodrigo Jordão

    Uau, isso tá bem agitado… rsrsrs

  2. Thiago Duarte

    hauhauhauah, eu falei :B

  3. Daniel Costa

    Romero na cabeça…

  4. djonata ramos

    4 x 2 pro romero.

  5. Rodrigo Jordão

    It’s all folks!

  6. Puta merda! Claro que Romero domina, isto era óbvio! Por que no próximo versus vocês não fazem do The blob, o original de 58 do Irvin S. Yeaworth Jr. com a de 88 do Chuck Russell. Ou então o The Fly, de 58 do Kurt Newmann com a versão 86 do Cronenberg. Abraços.

  7. A comparação é ingrata, posi o filme de 1990 é só diversão trash, sem qualquer vontade de ser algo além. Já o clássico de Romero é de uma coragem absurda.

    O final do dois longas demonstra muito bem isso: no de Romero há uma morte cheia de significado, no de Savini, apenas o impacto. O primeiro faz pensar, o segundo, passa.

  8. luísa

    eu só sei que o filme de 1968 mete muito medo… muito medo mesmo.

    Eu nem consegui ver o filme todo(o de 1968).

    Bolas que medo!

    Começa logo tudo a fazer – me muito medo.

    A parte em que o irmão da rapariga do filme(Barbara) lhe diz no gozo no cemitério:” Eles vão te apanhar Barbara… Eles vão te apanhar!”, e a dada altura vê – se ao longe alguém a caminhar muito devagar… só que esse alguém… é um morto – vivo!

    E poderia citar muitas mais cenas que me fazem arrepios… de muito medo.

    Bolas que medo! Confesso que este filme me dá pesadelos… Desde que o vi (mas não tive coragem de vê – lo todo!) passei a dormir de luz acesa,e agora Não me atrevo a entrar num cemitério… para ir colocar flores nas campas dos meus familiares já falecidos… Eu tenho muito medo…

    Para mais: Confesso que eu quando morrer quero ser cremada… pois eu Não quero ir para cemitério nenhum(o meu corpo).

    Luísa – Lisboa

  9. Tirano

    Eu Adoro os 2, muito mesmo, mas eu prefiro o Tom Savini. Além do mais, o Romero também participou ao fazer o filme. Savini fpi apenas o diretor e o maquiador. O clássico foi ótimo, maseu gostei mais do remake de 1990.

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