Depois do Vendaval (The Quiet Man – John Ford, 1952)

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Muitos conhecem o John Ford principalmente pelos seus inúmeros westerns, principalmente os filmes em parceria com John Wayne. E muitos dos aspectos ligados s seus filmes ambientados no velho-oeste são facilmente reconhecíveis, especialmente o que se convenciou de “persoangens fordianos”, além do apego as tradições. O que talvez muitos não saibam é que John Ford tinha fortes raízes irlandesas, e que muitas dessas características dos seus filmes vinham exatamente dessa descendência. E, depois de mostrar e delinear como se filmava o Momument Valley, em 1952, ele resolveu mergulhar fundo em suas raízes. O resultado: um filme que poderia se classificar como “aconchegante”.

Todos os persongens “fordianos” estão lá, só que, desta vez, em seu habitat natural. Isso acaba dando ainda mais veracidade e importância a história do filme, que ainda brinca com toda a história de fuga de traumas do passado, aliado à sempre interessante questão do filho que retorna a pequena cidade natal de sua família e é confrontado com as fortes tradições da região, sendo tratado como um forasteiro. E essa mistura gera um filme interessantíssimo em sua simplicidade, o que acaba sendo um contraponto interssante em relação as obras-primas do western filmadas por Ford. E muito dessa atmosfera bucólica e leve do filme é criada pelos atores. John Wayne como o personagem principal, Maureen O’Hara como a parte amorosa e impetuosa dele, Victor MacLaglen como o enfezado irmão de Maureen (e antagonista de Wayne), o colaborador habitual de Ford Ward Bond como o Padre Lonergan e Barry Fitzgerald como o beberrão da cidade, todos eles estão afiados como nunca, o que acaba rendendo inúmeras cenas divertidíssimas (especialmente nos últimos 20 minutos, onde o desfecho da história se dá justamente numa “briga de rua”).

Pode não ser um clássico como “Rastros de Ódio”, “No Tempo das Diligências” ou mesmo “O Homem Que Matou o Facínora”, mas “Depois do Vendaval” é o filmes mais pessoal e “fordiano” da carreira do diretor.

3/4

Adney Silva

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