Arquivo do mês: junho 2009

Tempos Modernos (Modern Times – Charles Chaplin, 1936)

Existem filmes que, além dos seus temas continuarem atualíssimos, mesmo com os avanços obtidos durante as décadas, revelam vários detalhes novos a cada revisitada. Tempos Modernos é um deles, pois além de ser um retrato documental do seu ano de produção pós-crise de 29, ainda mostra inúmeros aspectos e fatos que se tornariam constantes na história recente da humanidade (fome, excesso policial, miséria, greves, perda progressiva da humanização) de forma extremamente lúdica e leve, sem perder o tom de comédia em nenhum momento.

São pouquíssimos filmes que conseguem entreter, fazer rir, se emocionar, se encantar e alertar, tudo ao mesmo tempo. E Chaplin era mestre em fazer isso.

4/4

Adney Silva

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Versus! – A Noite dos Mortos Vivos, de George Romero (1968) vs. A Noite dos Mortos Vivos, de Tom Savini (1990)

Depois de uma pausa, o Versus! está de volta, e acontecerá aqui no Multiplot! quinzenalmente, daqui por diante.

Esta 3ª edição do Versus traz à tona uma discussão sempre pertinente: Original vs. Remake: Qual versão do filme A Noite dos Mortos Vivos você prefere?

Os votos de parte dos redatores e as suas justificativas/comentários já estão aí, formando uma parcial da equipe do Multiplot!. No entanto, queremos a sua ajuda, e você vai poder votar até as 19:59 de sexta-feira, sendo postado então o resultado final entre a combinação de votos da equipe e dos leitores.

Defenda com unhas e dentes sua preferência, nem que para isso seja preciso esparramar muito sangue, vísceras e membros esquartejados pelo chão:

 

A Noite dos Mortos Vivos, de George Romero (1968)
vs.
A Noite dos Mortos Vivos, de Tom Savini (1990)

Thiago Duarte – Savini

Reconheço tudo o que o filme do romero representou pro cinema, e foi muito, mas putz, o filme do Savini é uma das coisas mais divertidas que existem. Aliás, tudo no filme do Savini me agrada mais, principalmente aquela troca de caracteristica das protagonistas.

Rodrigo Jordão – Savini

Nem é para dar uma de diferente e menosprezar os clássicos e tal, mas sim por realmente não gostar do filme do Romero. E por uma questão, a meu ver, simples: O aperfeiçoamento natural ao qual o “gênero” filmes-de-zumbi foi tendo, filme após filme (hoje em dia, em filmes como Madrugada dos Mortos (refilmagem de outro de seus filmes) por exemplo, já houve uma releitura da coisa toda, e os zumbis até correm, o que não vejo necessariamente como um avanço, é só um sinal dos tempos mesmo, mas isso já é outra discussão). No filme do Romero os zumbis são muito apáticos (haha admito que é engraçado falar isso de mortos), não consigo me ver apavorado naquela situação que é criada, por mais intimista, aquela intenção de tornar o clima caustrofóbico, etc. Em seu segundo filme (da trilogia, que depois virou pentalogia), Despertar dos Mortos, essa apatia é corrigida, e o Romero enfim pega o “time” da coisa.

Adney Silva – Romero

O que o Rodrigo vê como apatia, eu vejo como uma lenta e progressiva ampliação do medo exercido pela presença dos zumbis, coisa que a refilmagem não têm (não me entendam mal , até gosto da refilmagem). Mais do que isso: quem acha que o grande mote dos filmes do Romero são os zumbis não merece ter o seu voto considerado.

Djonata Ramos – Romero

Tom quem?

Daniel Dalpizzolo – Romero

Mesmo não sendo dos melhores filmes do diretor – O Exército do Extermínio e Despertar dos Mortos são infinitamente superiores – o pessimismo, o cinismo e a habilidade em catalogar e amplificar o Cinema de horror de Romero fazem de qualquer filme de zumbi dirigido por ele um produto mais interessante do que seria caso o mesmo material estivesse sob a supervisão de outro realizador.

 

PARCIAL da Equipe:
Romero 3 x 2 Savini

 

RESULTADO:

Romero 4 x 2 Savini

Esse Versus! meio que passou batido, e só tivemos um voto, e mesmo assim, esse voto veio de mais um da equipe. Enfim, o resultado então foi esse:

A versão para A Noite dos Mortos Vivos de George Romero venceu, com 4 votos a 2, de Tom Savini.

Daqui a 15 dias tem mais. Ou não, sei lá.

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O Exterminador do Futuro: A Salvação (Terminator Salvation – McG, 2009)

Bem melhor do que se poderia esperar, bem pior do que se espera de uma franquia como Terminator. Visual acachapante mostra que McG entende de concepção visual, transformando o filme num Mad Max tunado. O problema maior deste filme (e era uma tragédia anunciada, confessamos) é o seu caráter manifestamente episódico. É apenas mais um filme da franquia, sem nada de relevante a acrescentar e o que acrescenta não é suficiente para adicionar à perspectiva que foi sendo construída por três filmes ótimos (sendo dois OPs). E o pior é que o quinto filme vem aí… Quando aparecer a primeira bomba, talvez eles parem de graça…

2/4

Daniel Costa

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Lua de Papel (Paper Moon – Peter Bogdanovich, 1973)

Por filmes como este que não sinto receio algum em colocar Bogdanovich no primeiro panteão dos diretores americanos de sua geração. Mágico, simplesmente. Bogdanovich alcança em seus filmes um tom de inocência e carinho tão grande que faz até mesmo imagens como uma criança fumando e trapaceando serem tão doces quanto um beijo ou o mais apertado dos abraços. E Lazslo Kovacs chutando bundas total, vai filmar assim na pqp.

4/4

Daniel Dalpizzolo

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O Lutador (The Wrestler – Darren Aronofsky, 2008)

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O Aronofsky abandonou aquele cinema cheio de maneirismos e tiques estéticos (sim, eu gosto de Requiém Para Um Sonho assim mesmo) nesse novo. A impressão que fica é que ele resolveu preocupar-se mais com o estado psicológico de seus personagens do que massagear seu ego de diretor-cult-fazedor-de-arte. Pois bem, mostra talento sendo mais comedido e, principalmente, objetivo. O Lutador dentre toda sua gama de complexidade psicológica, é, acima de tudo, um filme sobre o passado e o presente, sobre o velho contra o novo, sobre o esquecimento, sobre a solidão.

4/4

Djonata Ramos

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Billy Elliot (Stephen Daldry, 2000)

Há quem ache Stephen Daldry um diretor péssimo. Eu não acho, não depois de rever Billy Elliot. Tudo bem que Daldry é um poço sem fim de pretensão em As Horas. Tudo bem que Daldry é menos que um amador descontrolado no medíocre O Leitor. Mas o Daldry de Billy Elliot é um diretor concreto, de uma câmera precisa em cada um de seus reveladores planos gerais (inclusive os mais pretensiosos); é um cuidadoso diretor que monta em cena uma mágica presença como a de Jamie Bell em toda sua inquietude ambulante e dançante, num sem fim de números espetaculares, todos eles. Daldry pode ter virado um bosta, mas ainda pode haver solução, afinal ele começou com este filme excelente… Vai saber.

3/4

Thiago Macêdo Correia

 

ou:  Billy Elliot (Stephen Daldry, 2000) – Cassius Abreu

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X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine – Gavin Hood, 2009)

Muito, muito fraco… Comete basicamente os mesmos erros de X-Men 3: priorização da ação em detrimento da construção dos personagens. Gambit aparece apenas para umas acrobacias e umas caras e bocas, totalmente sidekick. Asséptico, comportado, enfim 100% recomendado para adolescentes de hoje. Vale pelo Jackman e pelo Liev e olhe lá, já que até a relação dos dois personagens foi esmagada pela intenção dos responsáveis por isto em oferecer cenas de ação duca…

1/4

Daniel Costa 

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