Sexta-Feira 13 (Marcus Nispel, 2009)

Fui assistir a mais esse capítulo da interminável saga do Jason – que na verdade não é exatamente uma continuação, mas sim uma espécie de releitura das continuações, já ciente de várias coisas, então acredito que quem estiver lendo esse texto e estiver mesmo interessado em ver o filme, assim como eu estava, já vai estar sabendo, a essa altura, com diversos comentários do filme sendo soltos por aí, estará também devidamente preparado a ler um ou outro spoiler leve, nada que vá comprometer a experiência, garanto.

O filme começa com um rápido flash back mostrando a morte da Sra. Voorhees, na 1ª e intocável parte da série de filmes Sexta Feira 13 (aqui está o primeiro e maior acerto deste filme: Não querer refazer o 1º filme, mas apenas utilizar-se da mitologia nele criada para seguir adiante). Apartir daí, acontece um pulo para os dias atuais e vemos um grupo de cinco jovens no meio da floresta à procura de uma lendária plantação de maconha. Logo anoitece e a matança come solta, com um Jason ainda mascarado com um saco de pano na cabeça (referência sutil ao 2º capítulo da série – mas ainda não o único: Há também a utilização da tática usada pela mocinha da Parte 2 para enganar o Jason, fazendo-se passar por sua mãe).

Só aí aparecem os créditos iniciais, só com o título do filme, sem grande originalidade (ou melhor, sem NENHUMA originalidade, seria legal tentar recriar aquela abertura fantástica da Parte 1, com o título se aproximando lentamente e o vidro quebrando com o impacto, já que eles resolveram “homenagear” tantas coisas da série… Mas enfim, falo mais dessas homenagens – do excesso delas – daqui a pouco), e acontece mais um pulo de algumas semanas. É então que nos são apresentados os personagens principais do filme: Um rapaz à procura de sua irmã, desaparecida (ela estava entre os cinco jovens da floresta) e um novo grupo de jovens liderado por um arrogante mauricinho que se reunem para passarem uns dias na mordomia, em um casarão, aos arredores de Cristal Lake (mas será possível que alguém em sã consciência teria a capacidade de construir uma casa de campo aos arredores de Cristal Lake? Ok, sigamos…).

Nem preciso avisar que trata-se de spoilers: Há muitas mortes, e todas são bastante originais até, sendo que em alguns casos há citações claras a outros capítulos da franquia, como a morte de um dos jovens, tendo seu pescoço perfurado, como na clássica cena da morte do personagem de Kevin Bacon, na época um mero zé ninguém (não que hoje ele não o seja novamente haha), no 1º Sexta Feira 13. Mas há também mortes mais criativas e até divertidas, como também já é esperado em todos os filmes do mascarado.

A estética é muito semelhante à do remake de O Massacre da Serra Elétrica, com aqueles closes em coisas grotescas, a indução ao nojo forçado, mas não só a estética, há semelhanças no ritmo, na pressa em alguns desfechos, pelo puro prazer do susto barato, e que acaba nem sempre sendo tão inesperado assim, além do excesso de citações, de homenagens, aos originais. Ok, é legal ver o Jason quebrando a janela e pulando no mocinho, como nos velhos tempos. Mas nos velhos tempos isso era feito no time certo, a gente via a janela ali, na nossa cara, com mais da metade da tela focalizada nela, e nem assim nos tocávamos que dali sairia alguma coisa. Agora, antes mesmo de percebermos que há uma janela, o Jason já está pulando no cara (é o lance do time). E nem vou falar do final, que é para mim o grande erro, e o que poderia ser também a grande forma de redimir o filme desses pequenos deslizes de percurso. Ejaculação precoce total.

Pra quem gosta da série vale pelas citações, mesmo que mal executadas, e para quem gosta de filmes de terror, simplesmente, também vale a pena, pela diversão. Ao menos não é mais um daqueles filmes baseados em filmes de terror japoneses imbecis. É simplesmente o velho e bom slasher movie que tanto gostamos, com um psicopata armado com objetos cortantes e adolescentes gostosas clamando pela vida, depois de terem dado bastante.

2/4

Rodrigo Jordão

ou: Sexta-Feira 13 (Marcus Nispel, 2009) – Daniel Costa – 1/4

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Resenhas

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s