Arquivo do mês: fevereiro 2009

A Máscara Mortal (Roger Corman, 1964)

Já falei algumas vezes de como, nesses mais de 100 anos da sétima arte, muitos profissionais não recebem o merecido destaque, sendo renegados a vagas e pontuais lembranças. Isso ocorre principalmente dentre aqueles que abraçaram o terror como “gênero”. Só para constar: quantos filmes do gênero ganharam o Oscar? Alguém sabe qual foi o último a ganhar essa honraria? Pois é… Talvez o mais injustiçado (ou pelo menos um dos mais) seja Roger Corman.

Se William Castle foi um legítimo showman, um legítimo performer que não poupava esforços em permitir uma interação filme/espectador, mesmo se utilizando de efeitos baratos (mas que funcionavam) e propraganda extremamente agressiva, Roger Corman, além de ter apradinhado profissionais do calibre de Coppola, James Cameron, Nicholas Roeg (foi o seu diretor de fotografia em vários filmes), Jack Nicholson, Monte Hellman, etc., foi um dos maiores diretores do seu tempo, dono de uma estética impecável, de um domínio da atmosfera de terror que nenhum outro jamais sonhou em ter, mesmo com orçamentos apertadíssimos.

Uma prova irrefutável do seu talento é “The Masque of Red Death”. Parte da série de nove filmes em que ele, junto com o grande Vincent Price, fizeram a partir de contos de Edgar Allan Poe, o filme é um dos usos mais fodas de direção de arte que já vi aliada ao uso fotografia soturna de Nicholas Roeg, como pode ser comprovado nas longas passagens pelas salas, onde cada uma está pintada de uma cor; ou ainda quando a ameaça escarlate aparece nas cenas. E Corman rege tudo isso com um controle de cena inspiradíssimo, tendo o seu auge nos 15 minutos finais, onde a Morte convida os presentes para uma dança final, resultando numa cena que Bergman aplaudiria de pé.

Claro que tudo isso não adiantaria se o maior astro não desse uma atuação à altura. Mas isso não é um problema quando se tem a lenda, Vincent Price, em ação. Poucas vezes o seu ar aristocrático, seu cinismo elegante, seu charme maquiavélico, capaz de, ao mesmo tempo, assustar e encantar, esteve tão presente e atuante como nesse filme.

Com tudo isso, temos um filme a altura dos contos de Edgar Allan Poe. Mas do que isso, temos mais uma prova de que efeitos especiais, sangue e vísceras aos borbotões nunca superarão uma ambientação perfeita, uma direção de arte e fotografia soturna, um monstro da atuação e um gênio do seu ofício coordenando tudo isso. E isso, meu caro, definitivamente, não é para qualquer um.

4/4

Adney Silva

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Força Diabólica (William Castle, 1959)

Simplesmente espetacular! Uma obra-prímissima não só no “gênero” terror, mas de todo o cinema. William Castle pode ser um dos mais perfomáticos e fanfarrões diretores/produtores que a sétima arte já concebeu, mas poucos sabiam como “manipular” as emoções do público, seja com os seus artífícios extra-cinematográficos (como ligar algumas poltronas do cinema em um equipamento que vibrava e dava pequenos choques nos espectadores), seja, principalmente, com o seu total domínio da câmera e das escolhas felizes envolvendo a direção artística do filme (incluíndo aí a cena clássica já no final do filme, além de alguns poucos segundos onde temos cores no filme), tudo isso mesclado a uma história sensacional que mescla terror/sci-fi/policial.

Com “The Tingler”, William Castle mostra que é possível ter uma história estruturalmente sensacional, com poucos recursos, e, ainda por cima, promover uma verdadeira festa no cinema. Se isso não é interação total entre espectador/filme, é melhor me dizerem o que é.

4/4

Adney Silva

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Screenshots! – Suspiria (Dario Argento, 1977)

Luis Henrique Boaventura

Sangue, cores, luzes e formas. Não se engane, esta é apenas a primeira seqüência.

Clique nas imagens para ver em tamanho original:

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Oscar 2009 – Avaliação da Noite

por Amílcar Figueiredo

Por mais chata, cansativa ou previsível que seja a cerimônia, ver o Oscar sempre traz algo interessante, seja o espectador cinéfilo ou não, e a edição deste ano não foi diferente. É fácil perceber que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood vem num esforço constante de se modernizar, de atrair um novo público para ver a entrega de seus prêmios. Nesse ano a organização acertou em vários momentos – fazendo uma bela homenagem a cada um dos atores indicados, agrupando os prêmios por uma espécie de “pertinência temática” (Melhor Figurino junto com Melhor Direção de Arte, Mixagem e Edição de Som junto de Edição de Imagens, etc.) e, numa manobra até ousada, associando indicados do presente com filmes e profissionais do passado – embora tenha errado em outros, como na insistência em trazer ícones da cultura pop e adolescente atual que, claramente, nada têm a ver com o simbolismo e com o significado do Oscar.
 
Embora o saldo pareça ser positivo, para quem, como eu, acompanha a festa desde a época em que Cher comparecia fantasiada de ave do paraíso, ou mesmo que Michael Moore – o eterno agitador profissional – xingava o presidente dos EUA, atraindo aplausos e vaias ao mesmo tempo, as cerimônias do Oscar têm se tornado cada vez mais lineares à medida que o profissionalismo e a necessidade pela audiência também aumentam. O assumidamente brega foi substituído pelo sem sal, ainda que correto. Se ficou melhor ou pior, isso vai do gosto de cada um.
 
Numa noite quase sem surpresas – a exceção ficou por conta do Melhor Filme Estrangeiro – interessante mesmo foi ver como a mente dos integrantes da Academia reflete bem as aspirações do momento. Se, no ano passado, foi eleito como o melhor um filme (Onde os Fracos Não têm Vez) técnica e artisticamente brilhante, um invólucro sofisticado para uma assustadora descrença no futuro da humanidade, nesse ano vimos a luz ao fim do túnel sob a forma de uma estória de amor que teima em ser factível quando parece impossível (Quem Quer Ser Um Milionário?) um belo receptáculo para um convite não ao futuro, mas sim ao presente. Mesmo com eleitos tão díspares, não posso dizer que fiquei insatisfeito com o resultado, muito ao contrário.
 
Que bom que o cinema tem dessas coisas, não é mesmo?

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Oscar 2009 – Vencedores

Oscar póstumo, discurso pró-homossexualismo, Hugh Jackman sapateando (wtf? haha) e Quem Quer Ser um Milionário? levando 8 carecas pra casa. Confira a lista de vencedores logo abaixo, e no post de cima, a avaliação de Amílcar Figueiredo da 81ª Annual Academy Awards, o Oscar 2009. Falou!

Melhor filme:

“Quem quer ser um milionário?” – Winner! –
“Frost/Nixon”
“O curioso caso de Benjamin Button”
“Milk – A voz da liberdade”
“O Leitor”
 
Melhor ator:

– Mickey Rourke – “O lutador”
– Sean Penn – “Milk – A voz da liberdade” – Winner! –
– Frank Langella – “Frost/Nixon”
– Brad Pitt – “O curioso caso de Benjamin Button”
– Richard Jenkins – “The visitor”

Melhor atriz:

– Meryl Streep – “Dúvida” 
– Kate Winslet – “O leitor” – Winner! –
– Anne Hathaway – “O casamento de Rachel”
– Angelina Jolie – “A troca”
– Melissa Leo – “Rio congelado”

Melhor diretor:

– Danny Boyle – “Quem quer ser um milionário?” – Winner! –
– Ron Howard – “Frost/Nixon”
– David Fincher – “O curioso caso de Benjamin Button”
– Gus Van Sant – “Milk – A voz da liberdade”
– Stephen Daldry – “O leitor”

Melhor filme em língua estrangeira:

– “Revanche”, de Gotz Spielmann (Áustria)
– “The class”, de Laurent Cantet (França)
– “The Baader Meinhof Complex”, de Uli Edel (Alemanha)
– “Waltz with Bashir”, de Ari Folman (Israel)
– “Departures”, de Yojiro Takita (Japão) – Winner! –

Melhor canção original:

– “Down to Earth”, de Peter Gabriel and Thomas Newman – “Wall.E”
– “Jai Ho” de A.R. Rahman – “Quem quer ser um milionário?” – Winner! –
– “O Saya”, de A.R. Rahman e Maya Arulpragasam – “Quem quer ser um milionário?”

Melhor trilha sonora original:

– Alexandre Desplat – “O curioso caso de Benjamin Button”
– James Newton Howard – “Defiance”
– Danny Elfman – “Milk – A voz da liberdade”
– Thomas Newman – “Wall.E”
– A.R. Rahman – “Quem quer ser um milionário?” – Winner! –

Melhor edição:

– “O curioso caso de Benjamin Button”
– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– “Frost/Nixon”
– “Milk – A voz da liberdade”
– “Quem quer ser um milionário?” – Winner! –

Melhor mixagem de som:

– “O curioso caso de Benjamin Button”
– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– “Quem quer ser um milionário?” – Winner! –
– “Wall.E”
– “Procurado”
 
Melhor edição de som:

– “Batman – O cavaleiro das trevas” – Winner! –
– “Homem de Ferro”
– “Wall.E”
– “Procurado”
– “Quem quer ser um milionário?”

Melhores efeitos especiais:

– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– “Homem de Ferro”
– “O curioso caso de Benjamin Button” – Winner! –
 
Melhor documentário de curta-metragem:
 
– “The conscience of Nhem En”
– “The final inch”
– “Smile Pinki” – Winner! –
– “The witness – From the balcony of room 306”

Melhor documentário de longa-metragem:

– “The betrayal”
– “Encounters at the end of the world”
– “The garden”
– “Man on wire” – Winner! –
– “Trouble the water”

Melhor ator coadjuvante:

– Heath Ledger – “Batman – O cavaleiro das trevas” – Winner! –
– Josh Brolin – “Milk – A voz da liberdade”
– Robert Downey Jr. – “Trovão tropical”
– Philip Seymour Hoffman – “Dúvida”
– Michael Shannon – “Foi apenas um sonho”

Melhor curta-metragem:

– “Auf der strecke (On the Line)”
– “Manon on the asphalt”
– “New Boy”
– “The Pig”
– “Spielzeugland (Toyland)” – Winner! –

Melhor fotografia:

– “A troca”
– “O curioso caso de Benjamin Button”
– “O leitor”
– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– “Quem quer ser um milionário?” – Winner! –

Melhor maquiagem:

– “O curioso caso de Benjamin Button” – Winner! –
– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– “Hellboy II – O exército dourado” 

Melhor figurino:

– “Austrália”
– “O curioso caso de Benjamin Button”
– “A duquesa” – Winner! –
– “Milk – A voz da liberdade”
– “Foi apenas um sonho”

Melhor direção de arte:

– “A troca”
– “O curioso caso de Benjamin Button” – Winner! –
– “Batman – O cavaleiro das trevas”
– “A duquesa”
– “Foi apenas um sonho”

Melhor animação de curta-metragem:

– “La maison en petits cubes” – Winner! –
– “Lavatory – Lovestory”
– “Oktapodi”
– “Presto”
– “This Way Up”

Melhor longa de animação:

– “Wall.E” – Winner! –
– “Kung Fu Panda”
– “Bolt – Supercão”

Melhor roteiro adaptado:

– “O caso curioso de Benjamin Button”
– “Dúvida”
– “Frost/Nixon”
– “O leitor”
– “Quem quer ser um milionário?” – Winner! –

Melhor roteiro original:

– “Rio congelado”
– “Na mira do chefe”
– “Wall.E”
– “Milk – A voz da liberdade” – Winner! –
– “Happy-go-lucky”

Melhor atriz coadjuvante:

– Amy Adams – “Dúvida”
– Penélope Cruz – “Vicky Cristina Barcelona” – Winner! –
– Viola Davis – “Dúvida”
– Taraji P. Henson – “O curioso caso de Benjamin Button”
– Marisa Tomei – “O lutador”

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Previsões Para o Oscar 2009

por Pedro Kerr

– Melhor Filme:

O Leitor
Quem Quer Ser um Milionário
O Curioso Caso de Benjamin Button
Frost/Nixon
Milk

Favorito: Quem Quer Ser um Milionário
Running-up: O Curioso Caso de Benjamin Button

Um romance dramático com o nazismo como pano de fundo; uma fábula num país pobre; um Forrest Gump um pouco mais dark; uma ficção com um personagem influente político real com o selo Ron Howard de qualidade; uma biografia sobre o primeiro político gay eleito nos EUA. Bem no padrão do Oscar. E nenhum filme que chame a atenção, parece tudo muito lugar comum, mesmo com Fincher, Boyle e Van Sant, que fizeram filmes mais padrão. “Quem Quer Ser um Milionário” é franco-favorito – os indicadores mais óbvios do Oscar são os sindicatos, e dentre os principais, dos produtores, diretores, roteiristas e atores, o filme de Boyle levou simplesmente todos (no de atores, no caso, levou o de melhor elenco; e passou o rodo mesmo, edição, fotografia, som, prêmios da crítica e mais um pouco). E são geralmente, os mesmos produtores, diretores, atores, etc, que votam no Oscar, então pra ele perder, o equino alvinegro tem que ser muito forte. Não é como no caso de Crash vs. Brokeback (Crash no caso tinha levado melhor elenco no sindicato dos atores – e a Academia é composta basicamente por atores). Fora que é cool, muderno e consciência social. Então, pra cravar um possível segundo lugar tive que ir de chutômetro mesmo. Ron Howard já não deve animar tanto, O Leitor pegou a quinta vaga quase que de intruso, então entre Milk e Benjamin, vai de Benjamin.

– Melhor Diretor:

Stephen Daldry (O Leitor)
Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?)
David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Ron Howard (Frost/Nixon)
Gus Van Sant (Milk)

Favorito: Danny Boyle
Running-up: David Fincher

Nada muito a acrescentar nos dois. Mantendo a coerência.

– Melhor Ator:

O Curioso Caso de Benjamin Button – Brad Pitt
Frost/Nixon – Frank Langella
Milk – Sean Penn
The Visitor – Richard Jenkins
O Lutador – Mickey Rourke

Favorito: Mickey Rourke (O Lutador)
Running-up: Sean Penn (Milk)

Rourke leva porque parece a hora com a cara dele – Penn já tem o seu na estante; Rourke está naquele típico “filme de ator” (ainda mais com todas as coincidências da vida do ator e do personagem), e diria que almeja bem mais o Oscar (pra não dizer que foi um filme feito pra ganhar um, hehe).

– Melhor Atriz:

A Troca – Angelina Jolie
Dúvida – Meryl Streep
Frozen River – Melissa Leo
O Casamento de Rachel – Anne Hathaway
O Leitor – Kate Winslet

Favorita: Kate Winslet (O Leitor)
Running-up: Meryl Streep (Dúvida)

Cada uma levou um prêmio no sindicato, Kate como coadjuvante. Kate é talentosa, já foi indicada uma penca de vezes, e cada vez se pensa quando será a vez dela. Agora parece ser. Mas, conversando aqui no escritório do multiplot, o assunto veio a tona e Meryl Streep é o fantasma que pode assombrar Kate dessa vez. Streep bate recordes de indicações (são 15, senão me engano), mas venceu apenas duas vezes; além de já ser uma lenda viva do cinema americano. Kate ganhando seria simpático e agradável, mas nada comparado a epifania que
Streep pode causar no teatro se subir no palco depois de mais de vinte anos.

– Melhor Ator Coadjuvante:

O Cavaleiro das Trevas – Heath Ledger
Dúvida – Philip Seymour Hoffman
Milk – Josh Brolin
Foi Apenas um Sonho – Michael Shannon
Trovão Tropical – Robert Downey Jr.

Favorito: Heath Ledger (O Cavaleiro das Trevas)
Running-up: Heath Ledger (O Cavaleiro das Trevas)

Qualquer outro vencedor será interpretado como um insulto à memória de Ledger. Ninguém quer carregar esse fardo.

– Melhor Atriz Coadjuvante:

O Curioso Caso de Benjamin Button – Taraji P. Henson
Dúvida – Amy Adams
Dúvida – Viola Davis
Vicky Cristina Barcelona – Penélope Cruz
O Lutador – Marisa Tomei

Favorita: Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
Running-up: Viola Davis (Dúvida)

Tem aquela costumeira coisa de “atriz coadjuvante do Woody Allen no Oscar” e yada yada yada. Mas o fator língua pode pesar contra.

– Melhor Roteiro Original:

Frozen River – Courtney Hunt
Happy-Go-Lucky – Mike Leigh
In Bruges – Martin McDonagh
Milk – Dustin Lance Black
WALL·E – Andrew Stanton; Jim Reardon; Pete Docter

Favorito: Milk
Running-up: WALL·E

– Melhor roteiro adaptado:

O Curioso Caso de Benjamin Button – Eric Roth e Robin Swicord, baseado na estória de F. Scott Fitzgerald.
Dúvida – John Patrick Shanley, baseado na peça Doubt: A Parable.
Frost/Nixon – Peter Morgan, baseado peça de mesmo nome.
O Leitor – David Hare, baseado na novela de Bernhard Schlink.
Quem Quer Ser um Milionário – Simon Beaufoy, baseado na novela de Vikas Swarup.

Favorito: Quem Quer Ser um Milionário
Running-up: Frost/Nixon

– Melhor filme de animação:

Bolt
Kung Fu Panda
WALL·E

Favorito: WALL·E
Running-up: Kung Fu Panda

– Melhor filme em língua estrangeira:

Der Baader Meinhof Komplex – Alemanha
Entre les murs – França
Departures – Japão
Revanche – Áustria
Valsa com Bashir – Israel

Favorito: Entre les murs
Running-up: Valsa com Bashir

– Melhor direção de arte:

A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
O Cavaleiro das Trevas
A Duquesa
Foi Apenas Um Sonho

Favorito: O Cavaleiro das Trevas
Running-up: O Curioso Caso de Benjamin Button

– Melhor fotografia:

A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
O Cavaleiro das Trevas
O Leitor
Quem Quer Ser um Milionário

Favorito: Quem Quer ser um Milionário
Running-up: O Cavaleiro das Trevas

– Melhor figurino:

Australia
O Curioso Caso de Benjamin Button
A Duquesa
Milk
Foi Apenas um Sonho

Favorito: A Duquesa
Running-up: O Curioso Caso de Benjamin Button

– Melhor edição:

Frost/Nixon
O Curioso Caso de Benjamin Button
O Cavaleiro das Trevas
Milk
Quem Quer Ser um Milionário

Favorito: Quem Quer Ser um Milionário
Running-up: O Curioso Caso de Benjamin Button

– Melhor maquiagem:

O Curioso Caso de Benjamin Button
O Cavaleiro das Trevas
Hellboy II: O Exército Dourado

Favorito: O Curioso Caso de Benjamin Button
Running-up: Hellboy II: O Exército Dourado

– Melhores efeitos visuais:

O Curioso Caso de Benjamin Button
O Cavaleiro das Trevas
O Homem de Ferro

Favorito: O Homem de Ferro
Running-up: O Cavaleiro das Trevas

– Melhor edição de som:

O Cavaleiro das Trevas
O Homem de Ferro
Quem Quer Ser um Milionário
WALL·E
O Procurado

Favorito: Quem Quer Ser um Milionário
Running-up: O Cavaleiro das Trevas

– Melhor mixagem de som:

O Curioso Caso de Benjamin Button
Defiance
Quem Quer Ser um Milionário
WALL·E
O Procurado

Favorito: Quem Quer Ser um Milionário
Running-up: WALL·E

– Melhor trilha sonora:

O Curioso Caso de Benjamin Button
Defiance
Milk
Quem Quer Ser um Milionário
WALL·E

Favorito: Quem Quer Ser um Milionário
Running-up: WALL·E

– Melhor canção original:

“Jai Ho” de Slumdog Millionaire
“O Saya” de Slumdog Millionaire
“Down to Earth” de WALL·E

Favorito: Down to Earth
Running-up: O Saya

– Melhor documentário:

The Betrayal (Nerakhoon)
Encounters at the End of the World
The Garden
Man on Wire
Trouble the Water

Favorito: Man on Wire
Running-up: Trouble the Water

 
É isto, até a grande noite, e não perca o balanço da premiação na segunda-feira.

Abraço!

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Top! Perdedores do Oscar de Melhor Filme

Oscar pra quê? Se as grandes obras-primas não são consagradas pela Academia, o tempo e o MP! tratam de reparar alguns pecados, a diferença é que nossos tops não vão pra estante, hehe. Pra quem chega agora, primeiro top postado nos comentários vem aqui pro topo do post. Sexta-feira teremos as previsões, domingo é a vez da grande noite, e pra acompanhar a ressaca do dia seguinte, uma avaliação de tudo que rolou. E no mais é isso, participem!

Top! do Leitor:

Rafaéu

01. Cidadão Kane (Orson Welles, 1941)
02. O Grande Ditador (Charles Chaplin, 1940)
03. Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971)
04. Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)
05. Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder, 1950)
06. Gritos e Sussurros (Ingmar Bergman, 1972)
07. Pulp Fiction (Quentin Tarantino, 1994)
08. Nascida Ontem (George Cukor, 1950)
09. A Última Sessão de Cinema (Peter Bojdanovich, 1971)
10. O Homem Elefante (David Lynch, 1980)

Tops! da Equipe:

Daniel Dalpizzolo

01. Cada um Vive Como Quer (Bob Rafelson, 1970)
02. Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder, 1950)
03. Gritos e Sussurros (Ingmar Bergman, 1972)
04. O Expresso de Shangai (Josef von Sternberg, 1932)
05. A Última Sessão de Cinema (Peter Bojdanovich, 1971)
06. Apocalypse Now (Francis Ford Coppola, 1979)
07. Doze Homens e uma Sentença (Sidney Lumet, 1957)
08. As Vinhas da Ira (John Ford, 1940)
09. A Felicidade Não Se Compra (Frank Capra, 1946)
10. Cupido é Moleque Teimoso (Leo McCarey, 1937)

Jailton Rocha

01. Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971)
02. Os Caçadores da Arca Perdida (Steven Spielberg, 1980)
03. Dr. Fantástico (Stanley Kubrick, 1964)
04. Pulp Fiction – Tempo de Violência (Quentin Tarantino, 1994)
05. Loucuras de Verão (George Lucas, 1973)
06. O Informante (Michael Mann, 1999)
07. Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)
08. Apocalypse Now (Francis Ford Coppola, 1979)
09. Star Wars Episódio IV – Uma Nova Esperança (George Lucas, 1977)
10. Touro Indomável (Martin Scorsese, 1980)

Adney Silva

Como tinha dito no top anterior, o Oscar cometeu inúmeras injustiças, tanto que o primeiro lugar do meu top de todos os tempos (que se encontra na aba “Equipe” do blog) é, também, o primeiro lugar desse top. E ainda poderia fazer um top 20, top 30, top 50 de perdedores do Oscar que, ainda assim, teríamos apenas obras-primas.

01. Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder, 1950)
02. Rede de Intrigas (Sidney Lumet, 1975)
03. O Grande Ditador (Charles Chaplin, 1940)
04. Dr. Fantástico (Stanley Kubrick, 1964)
05. Anatomia de um Crime (Otto Preminger, 1959)
06. Apocalypse Now (Francis Ford Coppola, 1979)
07. Touro Indomável (Martin Scorsese, 1980)
08. Bonnie & Clyde (Arthur Penn, 1967)
09. O Tesouro de Sierra Madre (John Huston, 1948)
10. Dr. Jivago (David Lean, 1965)

Djonata Ramos

01. Encontros e Desencontros (Sofia Coppola, 2003)
02. O Informante (Michael Mann, 1999)
03. Além da Linha Vermelha (Terrence Malick, 1998)
04. Melhor É Impossível (James L. Brooks, 1997)
05. Os Bons Companheiros (Martin Scorsese, 1990)
06. O Homem Elefante (David Lynch, 1980)
07. Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971)
08. Cada Um Vive Como Quer (Bob Rafelson, 1970)
09. Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder, 1950)
10. A Felicidade Não Se Compra (Frank Capra, 1946)

Thiago Duarte

01. Pulp Fiction (Quentin Tarantino, 1994)
02. Doze Homens e Uma Sentença (Sidney Lumet, 1957)
03. Encontros e Desencontros (Sofia Coppola, 2003)
04. A Felicidade Não se Compra (Frank Capra, 1946)
05. Os Bons Companheiros (Martin Scorsese, 1990)
06. Barry Lyndon (Stanley Kubrick, 1975)
07. Touro Indomável (Martin Scorsese, 1980)
08. Hannah e Suas Irmãs (Woody Allen, 1986)
09. O Resgate do Soldado Ryan (Steven Spielberg, 1998)
10. Fargo (Joel Coen, 1996)

Rodrigo Jordão

Se um cara fosse descongelado, depois de uns 80 anos, assistisse a todos os filmes feitos de lá pra cá, e visse a lista abaixo, é muito provável que achasse que seria uma lista de vencedores do Oscar.

PS: Coloquei Pulp Fiction, Taxi Driver e Brokeback Mountain à frente de Laranja Mecânica, mesmo preferindo o Laranja, como é de conhecimento geral, por considerar que esses três filmes foram tremendamente injustiçados.

01. Taxi Driver (Martin Scorcese, 1976)
02. Pulp Fiction – Tempo de Violência (Quentin Tarantino, 1994)
03. O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee, 2005)
04. Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971)
05. Encontros e Desencontros (Sophia Coppola, 2003)
06. Barry Lyndon (Stanley Kubrick, 1975)
07. O Grande Ditador (Charles Chaplin, 1940)
08. E.T. – O Extraterrestre (Steven Spielberg, 1982)
09. Dr. Fantástico (Stanley Kubrick, 1964)
10. O Resgate do Soldado Ryan (Steven Spielberg, 1998)

Pedro Kerr

Inacreditável ver um único diretor emplacar hat-trick desse calibre. E fazer esse só com 10 é fogo também.

01. Touro Indomável (Martin Scorsese, 1980)
02. Pulp Fiction (Quentin Tarantino, 1994)
03. Os Bons Companheiros (Martin Scorsese, 1990)
04. Apocalypse Now (Francis Ford Coppola, 1979)
05. Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)
06. Fargo (Irmãos Coen, 1996)
07. Os Caçadores da Arca Perdida (Steven Spielberg, 1981)
08. Cupido é Moleque Teimoso (Leo McCarey, 1937)
09. Chinatown (Roman Polanski, 1974)
10. O Exorcista (William Friedkin, 1973)

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