Capitu (Luiz Fernando Carvalho, 2008)

Ópera da sedução, da amargura e do alucínio; um arranjo dissonante entre o clássico e o novo, entre a literatura, a música e o teatro. Luiz Fernando compõe sua Capitu sobre o painel víscero e sangüíneo da memória, desfilando cores numa orgia audiovisual, numa relação sexual entre o som e a imagem para parir este objeto inédito, esta obra forjada nos contornos do barroco e levada aos subterrâneos da imaginação numa espiral hermética, lírica e imagética.

Capitu é uma bosta. E é interessante como o LFC consegue oferecer matéria fértil pro uso desses terminhos sonoros. Vi muito por aí, durante a semana de exibição da microssérie, uma galera discorrendo quanto à “arte” de Capitu e à sofisticação que não agradaria às “pessoas normais”, porque LFC supostamente filma para os cultos, os literatos, os machadianos, os eruditos e os idiotas. Não estou dizendo que quem curte Capitu é idiota (porque é idiotice e porque os princípios da subjetividade estão aí, todos implícitos nos seus devidos lugares). Idiota é taxar Capitu de a grande revolução estética da televisão e usar aquele causo da roupa do rei de que ‘só os inteligentes podem ver’, melhor ainda se a série for um fracasso de audiência, aí os estereótipos de brasileiro-burro-só-gosta-de-novela se acasalam à vontade.

Quem lê o MP! (Caio, mamãe) sabe que Lavoura é um dos meus cinco filmes favoritos de sempre, e eu não cheguei a perceber até semana passada o quão limitado o Luiz Fernando Carvalho é como diretor (só tinha visto A Pedra do Reino e adorado, mas não sei o que acharia dele hoje). Nunca me incomodou como deveria, até este momento, a fidelidade religiosa do cara aos textos originais. Pelo contrário, é possível que Lavoura só tenha dado certo porque ele apenas filmou o texto e que aquela pulsação efervescente da cultura sertaneja em A Pedra do Reino estivesse mais ligada ao próprio Suassuna do que ao Carvalho, fora que o próprio Quaderna é que era o “modesto Cronista-Fidalgo, Rapsodo-Acadêmico e poeta-Escrivão”, a verdadeira persona da pretensão desmedida, então se poderia dizer ainda que o LFC tivesse apenas se apropriado da óptica e da palavra do próprio narrador como artifício de metalinguagem, mas essa não cola mais.

A questão é que quando o cara preserva até os títulos dos capítulos (teve um dia aí, acho que na quinta-feira, que foram uns 4 ou 5 em dois minutos, pqp), é porque qualquer coisa tá muito errada. Falava com o pessoal da equipe sobre isso. Não havia oportunidade melhor que com uma adaptação de Dom Casmurro, tão cravado e sacramentado no imaginário popular e principalmente “acadêmico-intelectual-whatever”, para que Luiz Fernando se provasse como um autor de verdade, não um pobre reprodutor de palavras e idéias alheias mascarado sob a égide monumental desta estética berrante e afetada. Dêem Suspiria ao LFC pra ver o que sai. Merda? Não, não sai nada, ele ficaria perdido sem a muleta da narrativa num filme que sequer trama tem, apenas talento. E o pior é o discurso de revolução estética sendo correspondido com uma série de chiliques e vícios que vêm sendo repetidos indefinidamente (e assim será até o final do tal Projeto Quadrante, se ninguém da Globo se der conta de que está sendo passado pra trás). E aquelas metáforas ishpertas como o Dom Casmurro seguindo a linha desenhada pela Capitu (eu quase não acreditei na cara-de-pau) ou o uso de elementos do teatro como os bichos mecânicos que ele está aplicando, se não me engano, pela terceira vez, sem falar da maquiagem, do narrador afetado e da câmera bêbada-traço-artística-traço-não-sei-filmar-de-outro-jeito.

Adaptação de um livro não significa filmar sua leitura debaixo de um pretexto artístico exacerbado que comporte todo tipo de exageros e histerias wanna be’s apenas por ter um pretexto artístico exacerbado.

Ademais, Letícia Persiles dançando é a coisa mais linda do mundo todo, mas isso não tem nada a ver com Capitu.

0/4

Luis Henrique  Boaventura

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30 Comentários

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30 Respostas para “Capitu (Luiz Fernando Carvalho, 2008)

  1. ltrhpsm

    Eu não sei se fico feliz, pois tentei ver “A Pedra do Reino” e “Hoje é Dia de Maria 2″ e achei um saco das duas vezes (e por isso jamais me arrisquei com ”LavourArcaica” ou “Capitu”), e o Luis está começando a duvidar da sua própria opinião quanto a seu criador; ou se temo que ele esqueça todo o passado em prol dos maledettos italiani. É provável que BTTF não passe mais de 1 vez por ano na vida dele, agora.

    Essas releituras de vida/cinema são interessantíssimas – e provavelmente a síntese do ser humano na sua subjetividade (o Pablo continua o mesmo, assim como o REF, e isso é um saco) -, mas não me lembro de alguém mudar tanto como o Luís (nem o Kerr, que teve uma “evolução” dentro do esperado do começo de listas do Oscar, comigo, no CeC para aparições mais rápidas), principalmente meio que imediatamente.

    Resta saber se algum outro gênero ou estilo cinematográfico o revolucionará novamente e fará um dia xingar também Argento & cia., assim como LFC e Dogville (aliás, curioso esse seu ódio por “Capitu” que, segundo minha mãe me contou, teria sido inspirado no próprio “Dogville”), voltar a estes ou ainda permanecer na situação atual.

  2. d.j.

    exatamente por ter algo a ver com dogville que é uma merda :B

    tô brincando, mas falando sério – já que não vi e não quero ver dogville, por saber de como é feito. e já ter tido um contato não muito agradável com o “cinema” do Von Von.
    ———————————-
    lamentável essa série, o Luíz Fernando Carvalho nunca me agradou, não sabe fazer cinema, seriado etc, nada que necessite de uma tela. o negócio dele, pelo visto, é teatro. ou, escrever livros. que merda de linguagem é essa? narração em off, capítulos etc, é a porcaria de um livro? pô, são mídias diferentes, Luíz, não se deve ser fiel, se deve arriscar, fazer algo novo. – mas a roupagem é nova, você pode me dizer. sim, o visual é bonito, apesar de cansativo, demasiado fantástico. mas é um disfarce pra punhetagem em cima do texto, a forma teatral preso ao livro, pra um seriado? não serve. já havia cometido o mesmo erro em A Lavoura Arcaica, e sabe por que? porque o Luíz é covarde, porque ele quer ser fiel a obra. quem quer fidelidade, que leia o livro. adaptação, não transposição. mídias diferentes, pra isso se tem a diversidade. aí quando se tenta transpor apenas, se perde o ritmo, a edição fica chata, desajeitada, perneta.

    a letícia é uma deusa.

  3. LFC me agradou, por incrível que pareça, em novela: Renascer era linguagem cinematográfica na televisão. “Os Maias” era chatice pura. Aí veio “Lavoura Arcaica” e era redenção. Veio “Hoje é Dia de Maria” e acho que para aquele caso, toda essa verborragia visual ia de encontro ao tema de estórias folclóricas, porque era lirismo puro. Aí veio “Capitu” e vale a máxima que o Luis escreveu: às vezes, fidelidade absoluta não significa qualidade. Se ele simplesmente contasse a estória sem apelar para histrionismos visuais e narrativos a coisa seria melhor. Ele precisa se reinventar…

  4. Vinícius Laurindo

    Alguém enfiou na cabeça do LFC que reproduzir religiosa e sistematicamente seus tiques histéricos e sinuosos – com os dois pés, os braços e a cabeça no teatral – era sinônimo de ser autoral. Já extrapolou o limite da paciência, isso sim.

  5. d.j.

    esse é o vinícius que eu conheço.

  6. Caio Lucas

    Exatamente o que acho de “Lavoura” é o que o d.j. disse: “…erro em A Lavoura Arcaica, e sabe por que? porque o Luíz é covarde, porque ele quer ser fiel a obra. quem quer fidelidade, que leia o livro. adaptação, não transposição.”

  7. Nem estou tendo coragem de assistirmas tb gosto de Lavora Arcaica..

  8. Vinícius Laurindo

    Jogo no time dos que gostam de Lavoura arcaica, único produto com a marca LFC que me agrada.

  9. andré

    quero esquecer que li tanta merda de uma vez só….

  10. Luis Henrique Boaventura

    É exatamente o que disseram o Vini e o Djonata ali em cima.

    E Fábio: “Se ele simplesmente contasse a estória sem apelar para histrionismos visuais e narrativos a coisa seria melhor. Ele precisa se reinventar…”

    Sim. O lfc é cheio de vícios e coisas que ele aprendeu a fazer de um jeito sem conhecer nenhum outro. O cara mascara a falta de talento na condução debaixo desse pretexto super conveniente de ser “teatral/operístico” seja enchendo os atores de pó de arroz ou colocando-os pra dançar como gazelas no cio (todo personagem sedutor, no manual do lfc, precisa dançar).

    A verdade é que Luiz Fernando não sabe (ou ainda não descobriu como) se comunicar através da imagem.

    Sem talento pra transmitir sentimentos, ele filma com o livro debaixo do braço forçando os atores a decorar páginas inteiras. No fim é como filmar um sarau.

    E Itt, ela deve ter associado a Dogville porque no primeiro capítulo eles desenham o cenário no chão.

  11. como faço parte da “galera” que escreveu sobre capitu – mesmo não tendo “discorrido quanto à sua ‘arte'” -, sinto-me impulsionado a comentar. hehe

    sim, foi uma das melhores coisas que eu vi na televisão recentemente. em questão de qualidade e diversidade, capitu se sobressai em meio ao conteúdo da programação. e não só porque os outros são merdas, mas a série tem seus méritos, ainda que lá pro terceiro capítulo já havia me cansado um pouco daquela verbosidade toda. no primeiro capítulo, gostaria que capitu durasse meses; no quinto, fiquei feliz por ter terminado.

    eu adoro dom casmurro e gostei de ver o texto, fielmente, sendo retratado. pois ainda que seja o texto na tela e tal, sua apresentação se dá de uma forma diferente, sem o realismo que muitos diretores fariam. e por isso gosto tanto do lfc. ok, ele pode extrapolar um pouco e ficar pedante, enfadonho, chato [e pior que fica], mas curto esse universo, que mistura teatro, literatura, música, dança, o misto de vários estilos no cenário e figurino e tudo mais. dosadamente, funciona.

    e só a música da capitu já valeria a série. pqp! escuto-a 10 vezes por dia. também não gostou, foras?

    pois então, até concordo em partes com o texto, dou-te razão em vários pontos, só que curti a série – antes da entrada da maria fernanda cândido.

  12. Luis Henrique Boaventura

    Elephant Gun? Curti bastante semana passada, mas me enjoou rapidamente, é tipo a música mais repetitiva dos últimos 30 anos. Mas é bonita sim, Letícia Persiles dançando com ela então, é coisa de outro mundo.

    E entendo que tu tenha gostado, é claro. Eu ainda adoro Lavoura Arcaica como antes (ao menos até este momento), e vou rever A Pedra do Reino assim que o Thiago me mandar os dvds (é natal, Thi, é natal) pra formar um conceito mais sólido do por que, afinal, que essas coisas funcionam (ou talvez não, veremos) apesar do lfc.

  13. netiteve

    Vi Lavoura Arcaíca e gostei. Não li o livro.
    Vi Capitu e gostei. Li o livro.

    Não sei se o Luiz Fernando Carvalho é demasiadamente fiel aos livros que adapta. Contudo, não vejo erro nisso.

    Adaptações são as coisas mais fáceis de maldizer se a pessoa que faz a crítica tem uma visão unilateral. E isso tanto serve para quem prefere uma versão fidedigna ou uma releitura originalíssima.

    O ponto que interessa discutir é porque algumas pessoas criticam estilos? Não interessa o estilo do Renato Aragão ou do Orson Welles. O que importa é que eles fazem suas obras com os próprios estilos. Eles podem errar e acertar. Mas o estilo nunca será um erro.

    Um artista só diz a que veio quando evolui para um estilo próprio e não caminha por algo genérico. Vejam o caso do Machado de Assis, escrevia texto medianos até que criou o seu estilo único, no qual criou Memórias Póstumas e Dom Casmurro.

  14. Djonata

    discordo. se o estilo adotado não agrada o espectador, é natural que se critique tal estilo.

  15. netiteve

    Djonata, é verdade, estilos adotados por artistas são criticados sim, eu mesmo faço isso em relação a muitos. Embora não se deva confundir gênero com estilo. Dentro de um gênero é que um artista desenvolve um estilo de trabalho.

    Eu me expressei mal. O que eu queria dizer é que o post original, e mais alguns comentários aqui, reclamam dos supostos excessos do Luiz Fernando Carvalho e o culpam por isso.

    Vamos pegar como exemplo um artista que se repete no estilo desde o século passado. Roberto Carlos. Desde a predominância da cor azul até a construção das melodias de suas músicas. Voltemos aos anos 70 e lembraremos como ele variava muito as partes constituintes do estilo dele.

    Luiz Fernando Carvalho está trabalhando um estilo diferente do visto em Renascer e Os Maias. Isso é fato.

    O que ele não fez é ser repetitivo com a nova fase. Por exemplo, qual o problema de mais uma vez usar bichos mecânicos? Em Hoje é Dia de Maria ele usa dezenas. Em A Pedra do Reino alguns. E em Capitu apenas dois. O atual estilo dele é usar bichos mecânicos. Variou a forma de utilização e a quantidade em cena em todas as oportunidades.

    A teatralidade é também item do estilo. Numa fez um teatro musical, noutra uma teatro pantomímico e no recente um teatro vandeville ou ópera bufa. Ou seja, o estilo teatral não se repetiu.

    Só quem não quer ver tons diferentes da mesma cor diz que ele está se repetindo.

    Eu também estranhei a voz que dizia os nomes dos capítulos de início. Afinal, é ou não é uma intererência maior ainda do que as simples cartelas? Com certeza, e de propósito. Elas estão ali para fragmentar a narrativa. Porque o livro é todo fragmentado e existem capítulos curtíssimo, que também podem provocar raiva em quem lê. Curiosamente, a cartela do capitulo “O Discurso” não tem a voz.

    Vale lembrar que a teatralidade (exagerada ou não) é totalmente vinculada a uma câmera. Nos ângulos e nas movimentações. Seriam vazias se feitas num palco, portanto, ele fez um produto televisivo sim, embora muitos não queiram perceber.

    Bom, revolução estética Capitu não é. Mesmo porque só se confirma uma revolução a partir do momento que outros a copiem. É sensato pensar que nenhum artista copiará o Carvalho. Donde que o estilo dele não virará gênero.

    A conclusão que chego é que Luiz Fernando Carvalho acertou porque não traiu seu estilo, primeiro ao ser fiel a ele e segundo por introduzir variações que não o tornem pasticho de si mesmo.

    Nâo me importo se Capitu foi feita para inglês ver. Fico mais interessado em saber que, mesmo sendo um produto mais complicado que Hoje é Dia de Maria, fez muito mais sucesso, no círculo de pessoas que a princípio fugiriam das duas obras.

  16. Querido amigo, sinto muito informar, mas você é um ressentido.

    E mais> um polemista gratuito:
    http://oglobo.globo.com/blogs/paralelos/post.asp?t=os-polemistas-gratuitos-ou-arte-de-falar&cod_Post=112890&a=40

    E acho assim: a babação em cima da peça audio-visual em questão não a desqualifica. O fato de Luiz Fernando Carvalho trabalhar com textos prontos, de autores mais ou menos consagrados não o desqualifica também.

    Lamento. Afetado é você, amigão. Quem sabe a globo não te dá um milhão por capítulo também…

  17. Luis Henrique Boaventura

    Ressentido e polemista? hahahaha, típico de quem não sabe o que falar sobre o assunto e muda o foco pra quem fala. Primeiro que não, segundo que se fosse, isso nada teria a ver com o post e você continuaria sem ter a menor noção de como argumentar sobre.

    E eu não disse que o hype ou que simplesmente trabalhar com textos prontos é motivo pra desqualificação, leia novamente ou volte pro supletivo.

    Netiteve, o teatro entra exatamente em oposição direta ao uso da câmera (“ângulos e movimentações”, dois princípios básicos que o lfc não sabe manipular), e não interessa se ele xeroca uma obra e muda algumas vírgulas, as deficiências e limitações seguem as mesmas. Tudo bem ser item pra composição de estilo quando o autor não é engolido por este único elemento.

  18. Boaventura,

    O texto critica Luiz Fernando Carvalho por ser não-convencional. O que você está chamando de “não saber manipular” não é “não saber” é saber como se faz por aí e não ligar.

    Luiz Fernando Carvalho pode estar se tornando excêntrico talvez até mesmo dentro de uma fórmula – isso poderia ser um bom motivo, ao meu ver, para criticá-lo. Mas nem acredito que seja o caso.

    Só por que ele não dirige como um diretor de Hollywood, ou mesmo como um desses europeus ou iranianos que tanto admiramos não significa que ele não sabe dirigir.

    E quanto a voltar para o supletivo, acho que você deveria ser mais cortês com seus leitores. Se quiser chegar a um lugar mais interessante, ao menos.

    Grato pela resposta ao meu comentário.

    Abraços
    Luiz

  19. Luis Henrique Boaventura

    Sou cortês o tempo todo, todo o tempo. Cortesia não significa pisar em ovos, coisa que eu nunca farei por aqui ou em qualquer outro lugar. E acima de tudo, nunca bajularei os leitores apenas para mantê-los num círculo, ninguém aqui é criança – imagino – e eu sou muito tranqüilo quanto à inteligência e à auto-estima de todos que lêem o MP! para não ter que temer ferir sentimentos ou fantasiar uma idéia ao máximo para não precisar explicar e reexplicar o funcionamento do mundo como estou fazendo agora. Não pretendo “chegar a um lugar” me esforçando pra agradar todo mundo, Falcão, quem quiser ser agradado que pague um par de massagistas tailandêsas.

    De resto, é uma tremenda falta de ‘cortesia’ ler desatentamente e me fazer vir aqui te dizer – ou REPETIR, já que são idéias contidas no texto ou quando muito entre os comentários – que a minha “crítica” não é voltada pobre e porcamente à esta maneira “não-convencional” com que o lfc dirigiria (a bem da verdade é que a câmera do lfc – excetuando-se aqueles chiliques de um cameraman com Alzheimer – é bem convencional sim). Eu não o culpo por não seguir convenções, em lugar algum.

    Agora me diga – e me culpe – : como posso não pensar que alguém que extraia as idéias todas erradas de um texto (embora “extrair” não seja bem o termo, já que está tudo muito literal ali em cima), e duas vezes, não seja um disléxico ou um analfabeto funcional?

  20. Paulo

    Luis, há tempos não lia tanta bobagem sob uma roupagem elaborada. No fundo sua crítica pseudo intelectual nada visa, no meu entendimento, senão provocar polêmica, suscitar comentários. Só assim poderá realizar suas réplicas sarcásticas e alimentar seu ego enorme.

  21. Se for pra dizer que não gosta de mim, pro fim da fila por favor. Se for falar algo relevante sobre o assunto do texto, aí parabéns, você seria o 1º.

  22. Grazielle

    Eu nunca li tantos absurdos de uma só vez e nem tantas palavras baixas em uma única página da web. Se vcs não gostam, não assistam e ponto. Gentinhas…

  23. Grazielle

    Ahh… Luis, vc é um fracassado.

  24. K. Lincoln

    puta que pariu,que crítica do cacete…eu sou um pouco mais radical:acho Lavoura também uma bela duma porcaria…e é engraçado como,na incapacidade de contra-argumentar,ataca-se diretamente o crítico…coisas que acontecem quando se decide resenhar produtos culturais pseudo-cults abestalhados que aparecem por aí…

  25. É que esse texto é de 2008, hoje eu já não acho Lavoura muito melhor que Capitu não…

  26. K. Lincoln

    hahaha isso aconteceu comigo com Magnólia…na época que vi achei surpreendente,mas as impressões se diluíram com o tempo e o filme não aguentou após uma revisada…

  27. Hehe, isso já aconteceu várias vezes comigo. Dogville e Lavoura acho que são os casos mais extremos. Mas é bom, muda quem pensa. Ou não [/Cléber Machado]

  28. acho completamente inútil quando encontramos uma situação assim: o texto do Luís ótimo, condizente com seu pensamento (que, por sinal, é semelhante ao mesmo, a respeito deste “Capitu”), e a falta de argumentações que defendam o objeto criticado em questão causa este ataque ao autor do texto. Ridículo, pq só dizer q é bom atacando o autor é antes de tudo dizer que a obra em questão não vale tanta coisa assim. Valeu, Luís.

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