O Castelo da Pureza (Arturo Ripstein, 1972)

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Interessantíssimo. O diretor mostra que o que aprendeu com Luis Buñuel (do qual foi assistente de direção), e nos entrega um drama bastante tenso e extremamente relevante. Ao mostrar o drama de uma família que vive durante dezoito anos trancafiada em um casarão pelo patriarca da família, que está convencido de que o Mundo Cão que se formou lá fora é extremamente prejudicial para a sua imaculada família, Ripstein demonstra com propriedade que o homem é um ser, acima de tudo, que depende da interação, da sociabilidade. O tem encontra eco nos dias atuais, quando vemos cada vez mais famílias se aprisionando em condomínios altamente seguros, mas que cortam cada vez mais os laços de interação entre a sociedade.

Conforme o desenvolvimento do filme, vemos e acompanhamos a degradação daquele ambiente outrora perfeito. Por conta do crescimento dos seus filhos (dois deles adolescentes), e, por consequência, da curiosidade deles em relação ao mundo lá fora, além dos problemas envolvendo a sua fábrica de insetcidas (onde os seus filhos o ajudam), Gabriel Lima vê o seu mundo perfeito desmoronar, e tudo isso é retratado brilhantemente pela câmera intrusiva de Arthuro, onde a fotografia, com tons bastante pálidos (expressando a falsa solidez daquela situação) contribuem para o clima gerado no filme.

4/4

Adney Silva

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