Bruce Lee (Especial James Dean)

1940 - 1973

É inegável a contribuição das artes marciais ao cinema. Seja para os filmes de ação, seja para filmes pseudo-filosóficos (alguém aí pensou em Matrix?) ou ainda para inspirar outros gênios (Kurosawa, ao realizar “Os Sete Samurais”, declarou a sua admiração pelo cinema de John Ford. Sergio Leone, anos mais tarde, promoveu a revolução no western com os seus filmes abertamente influenciados por Kurosawa), essas técnicas milenares de luta armada e, principalmente, não-armada, gerou inúmeros momentos e cenas inesquecíveis. E, se há alguém que tornou essa realidade factível e, mais do que isso, acabou sendo o nome-referência quando se fala em filmes de ação envolvendo artes marciais, esse alguém é Bruce Lee.

Bruce Lee sem duvida nenhuma é o maior nome do kung fu e também um grande símbolo das artes marciais em geral. Alias, fica mais correto dizer que Bruce Lee é o grande mito do kung fu de todos os tempos. Mais do que isso: até os dias de hoje pouquíssimos conseguiram superá-lo no que diz respeito a popularidade. Pela sua incrível técnica apresentada nos seus últimos filmes, Bruce moldou através dos anos a sua imagem como a personificação do homem asiático que se torna a epítome do que muitos vêem como sendo a perfeição em artes marciais, agilidade e força. Além disso, sob a capa da perfeição física, havia um homem com pleno domínio da sua importância como artista e que criou, mais do que um estilo de luta, um estilo de vida.

Bruce Lee nasceu em 27 de novembro de 1940 no San Francisco’s Chinese Hospital (Hospital Chinês de San Francisco) EUA. Sua mãe a Sra. Grace Lee, o batizou com o nome de Lee Jun Yan, significando Retorno a San Francisco. Mais tarde Bruce teria seu nome trocado para Lee Yuen Kan. Sua família, alguns meses depois do nascimento de Bruce e tendo terminada a turne que faziam nos EUA (Eles eram artistas da Cantonese Opera Company), resolve voltar definitivamente para Kong Kong.

Ainda em fase de amamentação, Bruce enfrentou uma câmera de cinema pela primeira vez. Sua mãe conta que esse filme foi realizado em 1941 e se chamava “Golden Gate Girls”. A mãe de Bruce, em seu livro “The Untold Story”, conta que Bruce foi um misto de criança generosa, extrovertida, peralta, inquieta e que muitas vezes canalizava sua grande energia natural para brigar com outros garotos que o provocassem de alguma maneira.

Na época da puberdade de Bruce, existiam em Hong Kong centenas de gangues formadas pôr adolescentes e que disputavam seu espaço tentando colocar suas idéias. Muitas dessas gangues eram criminosas e a grande preocupação do governo era manter a ordem publica.Bruce Lee pertencia a um grupo chamado “The Junction Street Eigth Tigers” (Os Oito Tigres da Rua Junction). O grupo tinha um lema: “Lutar pela justiça, pêlos fracos, vencer os desordeiros, um pôr todos e todos pôr um”.

A fama de valente de Bruce crescia na mesma proporção que ele próprio crescia. E as brigas de rua passaram a ser inevitáveis. Certa vez dando uma entrevista para a “Black Belt Magazine” sobre essa época de sua vida, ele confessou que brigava mais pôr vontade de lutar mesmo, do que pôr ideais. Disse ele: “- Eu era um Punk e vivia procurando brigas. Muitas vezes usei correntes e canetas que traziam laminas ocultas”.

Nessa época, provávlemente como uma tentativa de canalizar toda essa energia adolescente, Lee foi apresentado às artes marciais inicialmente pelo seu pai, onde aprendeu os fundamentos do estilo Wu do Tai Chi Chuan. Logo depois, teve aulas com o famoso mestre Yip Man. Dedicando-se de corpo e alma a essa arte (muitos amigos de Bruce da época diziam que ele comia, bebia e respirava kung fu 24 horas por dia), Bruce evoluiu muito rápido no Wing Chun, ultrapassando em pouco tempo a habilidade de muitos alunos mais antigos.

Durante praticamente toda a sua adolescência, o jovem Bruce meteu-se em muitas encrencas e brigas. Chegando ao ponto de ir para em uma delegacia e causando muito constrangimento para sua família. Eles resolveram então que Bruce deveria mudar radicalmente de ambiente. Do jeito que estava, não poderia ficar. Qualquer hora ele mataria alguém ou acabaria morto. O jovem Bruce foi enviado então para os Estados Unidos como forma de se acabar definitivamente com o problema. Com U$$ 100,00 no bolso e uma passagem de 3a classe em um navio cargueiro, Bruce partiu para o novo mundo, sem saber ao certo o que o esperava.

Já nos EUA, Bruce vai morar com um amigo de seu pai. Mais tarde, muda-se para Seattle, onde completa os seus estudos e trabalha em um reustarante japonês. Meses depois, maricula-se na Universidade de Washington, onde cursa (e se forma) em filosofia, dando aulas de kung-fu para os alunos da Universidade. Numa dessas aulas conhece a sua futura esposa, Linda Emery.

Junto com um amigo, em 1963 Bruce resolve abrir uma escola de kung-fu onde todos, indepedente da raça, poderiam aprender as técnicas, contrariando a comunidade marcial chinesa, que achava que esses conhecimentos não poderiam de forma nenhuma serem ensinados aos não Chineses. Bruce é constantemente intimado pela comunidade chinesa a abandonar a idéia. Após uma intensa luta com um renomado mestre de Kung Fu dessa comunidade (onde ele se saiu vitorioso), Bruce refaz todo o seu conceito sobre a arte de lutar. Nascia o Jeet Kune Do, The Way of the Intercepting, o estilo de luta desenvolvido por Bruce Lee e que ele passa a ensinar futuramente para inúmeras personalidades dentro e fora do cinema.

Em 1965, Bruce ingressa no meio cinematográfico Hollywoodiano pela primeira vez, na série “Besouro Verde”, uma série nos moldes de Batman, onde ele vive o personagem Kato, o fiel escudeiro do personagem principal. Apesar do sucesso, Bruce se sentia totalmente insatisfeito, pois lhe davam poucas oportunidades para demostrar o seu potencial. Mesmo com o sucessso da série, a carreira de Bruce não decolava. O máximo que conseguiu foram algumas pontas em filmes de pouco sucesso e trabalhos como coreógrafo de lutas. Desanimado e desabafando Bruce diria: “Afinal quem quer ver um ator chinês em Hollywood!”. Levantando sua cabeça, ele voltou a fazer algo que sempre gostara . Ou seja, ensinar kung fu. Muitos nomes famosos do cinema começaram a treinar com ele.

Depois de mais algumas participações em outras séries, Bruce decide voltar para Hong Kong, onde, ao lado de Raymond Chow (cabeça da produtora “Golden Harvest”), realizou uma série de filmes envolvendo artes marciais. O primeiro deles, “The Big Boss”, foi filmado na tailândia. Mesmo com a série de intempérios na produção, o filme foi um estrondoso sucesso, chegando a superar “A Noviça Rebelde” em bilheteria. Muito (ou todo) o sucesso do filme se deve ao carisma e profissionalismo de Bruce.

Paralelo a esses acontecimentos, nos EUA a série “Long Street” continuava em alta e os produtores procuravam Bruce para participar de mais alguns episódios. Voltando então para Hollywood , ele participou de mais 3 episódios. Pouco tempo depois a série sairia definitivamente do ar pôr problemas diversos. Bruce cansado então de esperar pelas indefinições dos produtores Americanos que não se decidiam se iriam ou não contratá-lo para novos projetos, retornou para Hong-Kong para fazer seu segundo filme pela “Golden Harvest” originalmente intitulado “The School for Chilvary”. Posteriormente durante as filmagens, o titulo foi trocado para “Fist of Fury”, (No Brasil foi exibido com o titulo de “A Fúria do Dragão”).

Com uma produção bem mais cuidada e Bruce tendo total liberdade para fazer e desfazer o que ele quisesse no filme, Fist of Fury superaria em muito o filme anterior (The Big Boss). Com um roteiro considerado bom até para os exigentes padrões ocidentais e o talento marcante de Bruce Lee, Fist of Fury quebraria novamente todos os recordes nas bilheterias do oriente. Segundo depoimentos de amigos de Bruce, ele se entregou de corpo e alma na realização desse filme.

Com o sucesso dos dois primeiros filmes, Bruce e Chow resolvem formar uma companhia; a “Concord Films”, cujos lucros seriam divididos entre os dois. Bruce ficou satisfeitíssimo. Além de lucros maiores ele poderia atuar plenamente como roteirista, bem como diretor e ator. Ou seja; liberdade completa para desenvolver suas idéias. Iniciou-se então as filmagens de “The Way of the Dragon”, (” O Vôo do Dragão “, aqui no Brasil). Esse filme se torna um momento importantíssimo na carreira de Lee e de Chuck Norris. O campeão de karaté cinturão negro foi introduzido por Lee, e tornou-se um dos oponentes de Lee no filme O vôo do Dragão, tendo como título original`The Way of Dragon´ e nos EUA `The Returns of Dragon’. A luta contra Chuck Norris no Coliseu é amplamente considerada como a melhor luta de artes marciais jamais filmada anteriormente.

Com o sucesso de “The Way of Dragon”, Chow resolve lançar os filmes feitos com Lee no Ocidente. No entanto Bruce não queria que seus filmes fossem lançados no ocidente pôr achar que tinham uma linguagem exclusiva para o publico oriental. Na sua opinião, eles não agradariam ao exigente publico do outro lado do mundo. Mas desta vez ele estava errado. Lançaram “The Fist of Fury” na Europa, EUA e Canada. Para a total surpresa de Lee, o filme foi um enorme sucesso batendo todos os recordes de filmes orientais anteriormente exibidos. Em seguida foi a vez de “The Big Boss” e logo depois “The Way of the Dragon”, repetindo a dose e quebrando novamente recordes de bilheteria. Bruce Lee estava se tornando um grande ídolo internacional e mais e mais pessoas em todo o mundo estavam conhecendo o pequeno Dragão e seu carisma envolvente.

Com isso, Bruce e Chow, enquanto filmavam “The Game of Death”, recebe uma proposta quase que irrecusável: O Produtor executivo da Warner ,”Fred Weintraub”, foi a Hong-Kong exclusivamente para mostrar a Bruce o projeto de “Enter the Dragon” (“Operação Dragão” aqui no Brasil). Que seria até então o filme mais caro sobre artes marciais nunca antes realizado. Uma grande produção para o gênero. Bruce e Chow adoraram o projeto e voaram para os EUA para assinarem o contrato adiando assim a realização de “The Game of Death”.

Bruce Lee atirou-se de corpo e alma na realização desse novo projeto; e estava absolutamente certo de que esse filme o consagraria definitivamente como grande astro internacional de primeira grandeza. O filme teve um orçamento inicial de U$$ 600.000,00. O que era uma boa quantia para a época se levarmos em conta que um filme de James Bond tinha uma média de 1 milhão de dolares de orçamento inicial por filme. Bruce sugeriu e indicou os nomes de pessoas com quem gostaria de trabalhar. Entre eles : John Saxon ( Conhecido ator e estudioso de artes marciais), Jim Kelly (Campeão internacional de Karate 1971), Bob Wall (Campeão profissional de Karate norte-americano 1970), Peter Archer (Campeão de Karate amador), Yang Sze (varias vezes campeão de Shotokan do Sudeste Asiatico) e Angela Mao (faixa preta de Hapkido, campeã de Okinawa) que fez o papel da irmã de Lee no filme. Foram contratados mais de 200 extras e Bruce era também o principal responsável pelas coreografias e seqüências de lutas.

Após o termino das filmagens, Bruce muito orgulhoso de seu trabalho teria dito: “Realmente foi o melhor filme da minha vida. Tenho a certeza de que chegara fácil aos U$$ 20 milhões”. O Pessoal da Warner concordava plenamente com ele. Muitos homens de cinema já diziam que Bruce tinha muito potencial a exemplo de Clint Eastwod e John Wayne valendo seu peso em ouro.

Ele (assim como todo o pessoal da Warner) estava certo. Somente nos EUA , nas primeiras semanas “Enter the Dragon “chegou a U$$ 3 milhões. Na Inglaterra ficou varias semanas nas principais salas de cinema , sempre com casa cheia. O Sucesso também se repetiu em vários países da Europa. Estima-se que esse filme tenha ultrapassado U$$ 200 milhões entre lançamentos, direitos para a TV, fitas de vídeos, DVDs e reprises, desde o seu lançamento no inicio dos anos 70. O Interessante é que “Enter the Dragon”, na época não conseguiu no oriente superar “The Fist of Fury”. Talvez pelo fato de que o publico oriental ainda não estivesse acostumado com uma visão ocidentalizada de filmes de arte marcial.

Mas infelizmente Bruce não consegue ver o sucesso de sua maior realização. Apenas dois meses depois do fim das filmagens de “Enter The Dragon”, no dia 20 de junho de 1973, Bruce Lee, acometido por uma dor de cabeça, resolve, convencido por uma das arizes com quem contracenava no filme “The Game of Death” (Bruce tinha ido ao apartamento dela para acertar detalhes sobre a participação dela no filme), tomar uma aspirina (equagezic) e se deitar. Cerca de 2 horas depois, Betty foi acordá-lo , pois seu amigo o produtor Raymond Chow havia chegado, e eles tinham um compromisso marcado. Perceberam logo que algo de grave havia acontecido, pois não conseguiam acordar Bruce de maneira nenhuma . Mesmo molhando ou dando tapinhas em seu rosto. Chamaram imediatamente um médico e logo em seguida Bruce foi removido para o Hospital Rainha Elizabeth onde morreu.

Logo após a notícia se espalhar, vários rumores surgiram sobre a causa da sua morte. Começaram a circular teorias de que ele havia sido envenenado pelas Tríades chinesas, enquanto outros acreditavam que um cabal secreto de mestres de artes marciais matou Lee por ter revelado muitos segredos e outras noticias envolvendo vingança e drogas. A verdade é que a autópsia comprovou que a morte de Bruce Lee foi causada por edema cerebral, um inchaço no cérebro, que ocasionou o AVC (Acidente Vascular Cerebral) devido a uma reação alérgica ao remédio. Mesmo com a confirmação médica, esses rumores não enfraqueceram, contribuindo para a formação da persona de Bruce Lee como um mito. Era difícil de acreditar que um homem como Bruce Lee estivesse morto devido a uma enfermidade qualquer. Mas era verdade. O pequeno dragão havia partido. E para sempre.

Em 25 de julho de 1973, cerimónias funerais atraíram cerca de 25.000 fãs em Hong Kong. Em 30 de julho, foi realizada uma segunda cerimônia funeral, em Seattle, Estados Unidos, onde somente os amigos e parentes estiveram presentes. Bruce Lee foi enterrado no Cemitério Lake View, odne o seu túmulo continua recebendo visitas até hoje.

Operação Dragão (Robert Clouse, 1973)

Todo o cinema moderno de ação deve muito a esse filme. Muitas cenas e tomadas desses filmes não existiram (ou memso seriam totalmente diferentes) se esse filme não fosse feito. Muito do sucesso do cinema oriental perante ao grande público se deve a esse filme. Mas, acima de tudo, muitos dos heróis modernos dos filmes de ação de hoje devem muito a Bruce Lee. Assim como grande parte do mito Bruce Lee deve a esse filme.

Em “Enter The Dragon”, Lee, ao interpretar um monge Shaolin que se infiltra em uma fortaleza localizada próxima a Hong-Kong e usada como fachada para negócios ilícitos, comandada por um ex-monge do seu templo, além de mostrar sua exuberante técnica nas artes marciais, molda, através de sua interpretação bastante peculiar, uma persona bastante característica de um guerreiro quase que inatingível e invencível física e moralmente. Mais do que isso, com o filme (no qual ele, além de ser o ator principal, coreógrafa todas as cenas de luta e ainda dá sugestões sobre o roteiro), ele consolida as artes marciais como um fenômeno mundial e, por que não dizer, o consolida como uma forma de arte.

Sim, uma forma de arte. Por que as cenas de luta nesse filme são o que há de mais harmonioso e belo no filme. Isso se deve essencialmente ao modo como cada movimento de Bruce é filmado na tela. Usando e abusando da câmera lenta, Robert Clouse proporciona para os telespectadores uma outra visão, bastante poética, dos movimentos de Bruce. Tal qual um balé, as lutas seguem ali, lentas e registradas no seu esplendor, para o registro e a apreciação de cada movimento, de cada momento.

Além disso, “Enter the Dragon” se mostra também como um produto genuíno da sua época. Em vários momentos, nota-se um certo flerte do filme com a chamada “blaxpoitation”, especialmente no que diz respeito a sua trilha sonora (que mescla o som da época com floreadas orientais). Isso sem falar no conteúdo social que é mostrado no filme, seja nos guetos americanos ou orientais. A cena onde os lutadores são levados até a embarcação principal demonstra essa preocupação do diretor. Seja nos EUA ou em Hong Kong, nas palavras de um dos personagens, os guetos são sempre iguais.

O filme é também pontuado por cenas bastante significativas e de profundo cinema, como a cena da invasão de Bruce á fábrica clandestina escondida na ilha. Usando e abusando da câmera lenta (e da extrema habilidade corporal de Lee), Robert transforma a cena de luta num incomum e hipnotizador balé. Outra cena igualmente grandiosa é o confronto final de Lee com o grande vilão do filme, cujo ápice é o confronto na sala de espelhos, onde, tal qual “A Dama de Shanghai”, somos iludidos e confundidos em relação ao que é real e o que é apenas a imagem.

Além de toda a beleza plástica das lutas, Bruce Lee injeta no filme toda a filosofia das artes marciais (e em especial do Jeet Kune Do, arte marcial criada por ele) no filme. Isso é claramente percebido na cena inicial, onde somos apresentados ao Templo onde Lee reside. Seja na conversa com o seu mestre, ou ainda quando está dando uma aula ao seu pupilo, Lee injeta toda uma filosofia relacionada as artes marciais e seus princípios.

Contudo, mesmo com toda a técnica presente no filme, o que foi determinante para o seu sucesso foi a atuação de Lee. Sabendo que essa era a sua grande e esperada oportunidade, ele abraçou por inteiro o projeto, e toda essa dedicação e profissionalismo pode ser percebido em altas doses nos 100 minutos dessa obra. Muito da atuação de um grande ator é devido ao seu olhar. Um ator, sobretudo um grande ator, deve saber expressar inúmeros sentimentos utilizando apenas um olhar, afinal de contas o cinema é antes de tudo uma arte visual (somente nos anos 30/40 acrescentou a palavra áudio a sua definição). Bruce Lee sabia disso, e, em muitas cenas, se utiliza desse subterfúgio para expressar os sentimentos de seu personagem.

Por todas essas qualidades, “Enter The Dragon” merece ser lembrado não só como o último grande trabalho de Bruce Lee, mas como um dos pilares dos filmes de ação. Muitos astros orientais surgiram desde então, trilhando o caminho aberto por Lee nos anos 70. E, se hoje, a cultura oriental é tão difundida no Ocidente, muito se deve a esse ator sino-americano que, com a sua técnica e perfeito controle do seu corpo e da sua mente, se transformou num dos maiores mitos do cinema. Apesar de sua morte (e de toda a mitificação que resulta dela), Bruce Lee será lembrado para sempre como um dos pavimentadores do cinema considerado de ação de Hollywood. O cinema era a sua tela, o seu corpo o pincel, e “Enter the Dragon”, a sua maior pitura.

Adney Silva

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8 Comentários

Arquivado em Resenhas

8 Respostas para “Bruce Lee (Especial James Dean)

  1. Caio Lucas

    Somente agora fui ler o texto, e fiquei realmente impressionado. A biografia ficou muita boa, só senti falta das datas, já que citou filme por filme. Parabéns Adney!

    Realmente um mito. Me lembro das sessões na Band, quando eu tinha uns 8 anos. Era fã, devo minha primeira flexão à ele, hehe.

    Mas faz muito tempo, me recordo inclusive da vez em que ele deu a surra no Chuck Norris, outro mito.

    Porém nunca percebi que ele fazia parte de “O Besouro Verde”, qualquer hora passo lá no canal TCM pra dar uma conferida. A série é transmitida até hoje, acredite.

    Vou rever “Operação Dragão” pra ter uma opinião mais justa.

  2. BRUCE RENNY

    PARABÊNS O TEXTO ESTA BEM DEFINIDO,SOU FÃ E GRADUADO NO ESTILO VING TSUN(KUNG FU),E TENHO CONHECIMENTOS DO JEET KUNE DO,(O MEU ORKUT É O MESMO DO E-MAIL),ABRAÇOS.

  3. bonieques angelo

    olha eu tenho 23 anos e pratico kung_fu desde os 10 e sempre me espelhei em bruçe nao tem cara ele foi e e o merlhor nao por ser o melhor de pancada mais o cara ai teve uma mente brilhante muita inteligencia e força de espirito se os seres humanos tivece a mesma força determinaçao que bruçe lee o mundo seria outro meu vc ja pencol se um presidente se ponhace a trabalha por seu pais com a mesma garra que bruce lee se dedicol a o kung_fu meu seria o melhor pais do mundo obrigado por este espaço meus amigos fuiiiiii

  4. adam

    O que eu mais admiro no Bruce Lee é a história de vida dele, a garra que ele teve pra crescer na vida. Virou um mito, e era apenas um lavador de pratos de um pequeno restaurante. Se fosse outro em seu lugar… hoje estaria vivo, mas seria um velho em uma cadeira de rodas reclamando da vida.
    Ele passou por cima de tudo! E por mais que tenho vivido apenas 32 anos, no fim foi muito feliz, pois o seu sonho de mostrar a sua cultura se perdura e atrai fãns até hoje.

  5. É Não da para negar,que Bruce Lee foi o Mestre,Dos mestres no quesito “Artes Marciais” Bruce viveu pouco tempo mais em seu pouco tempo de vida Popularizou o Kung Fu para o Mundo.
    Bruce lee Venceu todas as lutas na qual foi Desafiado.E tem uma História de vida Muito Linda em Aspectos de Superação e Coragem.
    Bruce Tinha uma coragem Incomum com os outros Não tinha medo de Desafios,Ao contrario Bruce sempre gostou de Lutar com pessoas mais graduadas doque ele Pois Era um forma dele aprender mais e se dedicar de corpo e alma no combate,Mais com sua determinação ele sabia que no fim era ele que estaria de pé

  6. rubens szerman

    Bruce Lee foi o ser humano mais perfeito fisicamente que andou pela terra. Era tambem formado em filosofia , uma grande mente que divulgou o lado educacional das Artes Marciais.

  7. luis jose rodrigues de

    bruce lee ofenomeno a arte nao estava mais nele ele estava na arte brilhando com agilidade e perfeicao e nunca avera um igual

  8. Bruce Lee era a superação do fato,a explosão do mito.Um verdadeiro bailarino marcial,algo do tipo Rudolf Nureiev,nunca me esquecerei da primeira vez que assisti O Vôo do Dragão e me fascinei com as lutas que ele trava no filme incluindo a luta com os capangas nos fundos do restaurante,e as lutas finais contra os tbm espetaculares Bob Wall,Whang Ing Sik e o campeão Chuck Norris no Coliseu de Roma,ou A Fúria Do Dragão onde ele usa seus punhos para detonar as forças imperialistas dos arrogantes japoneses mostrando a superioridade das artes marciais chinesas e em O Jogo da Morte nas cenas maguiníficas com Dan Inosanto,Tse Hong Joy e Kareem Abdul Jabbar,sem deixar de lado o clássico duelo contra o temido criminoso Han interpretado por Shih Kien.Isso sem falar nos seus exemplos como ser humano e como profissional,um verdadeiro herói.

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