Terça-feira, Maio 13, 2008...6:01 pm
Encurralado (Steven Spielberg, 1971)

1971 foi fora de série para o cinema. Corrida Sem Fim, Quando os Homens São Homens, Ânsia de Amar, Laranja Mecânica, O Estranho Que Nós Amamos, A Última Sessão de Cinema e Quando Explode a Vingança, todos no mínimo excepcionais, são alguns bons exemplos da safra deste ano. O primeiro longa-metragem de Steven Spielberg, Encurralado, ainda que com algumas pequenas falhas que destroem a impressão de obra-prima (ô coisinha mais chata aquela narração em off, hein – e só fui perceber isso na revisão) ajuda a engrossar a lista.
Um road-movie imperdível, tenso e com um ritmo alucinante, no qual são fundamentadas as principais características do cinema do diretor: a impressionante e refinadíssima técnica e a facilidade de tornar crível a coisa mais improvável do mundo. Porque o grande mérito de Encurralado, invariavelmente, é a transformação da feição do caminhão em um monstro absoluto na tela – e, o principal, ocultando a existência do homem por detrás do volante. Durante a sessão, aqueles traços geométricos de metal enferrujado tomam vida própria, chegando inclusive a causar medo.
Antes da revisão – sendo que havia visto pela primeira e única vez há pelo menos uns quatro anos -, considerava este o grande filme de Spielberg. Agora já não sei mais, e até acho que não chega a tanto. Mas, com certeza, faz parte do pelotão de elite de sua filmografia – talvez ocupando o segundo ou terceiro lugar.
3/4
Daniel Dalpizzolo
8 Comentários
Terça-feira, Maio 13, 2008 em 9:27 pm
Encurralado no Multiplot só com crítica com nota máxima… Excluam isso aí… hahahaha
Quarta-feira, Maio 14, 2008 em 1:28 am
Para lembrar: o motorista sai do carro e avança em direção a caminhão. O caminhão ameaça partir. O motorista pára. Ficam nesse jogo durante algum tempo. Desesperado, o motorista apressa o passo em direção ao caminhão, que arranca e deixa ele sozinho no meio da estrada, no meio do nada, no meio do desespero.
Concordo sobre a narração, discordo do final. Talvez, sem a narração, o final fique melhor ainda, seco, direto, sem meias palavras ou explicações. Filmaço…
Quarta-feira, Maio 14, 2008 em 12:24 pm
Faz tempinho que eu revi, não recordo exatamente o que me fez achar o final um pouco mais ou menos, mas lembro que boa parte dessa dívida era exatamente pela narração - ou toda ela, já que a ação em si não tem equívoco algum.
Quarta-feira, Maio 14, 2008 em 5:59 pm
A melhor coisa da carreira desse cara aí chamado Spielberg.
Quarta-feira, Maio 14, 2008 em 6:51 pm
A segunda melhor, vai. Tem Os Caçadores da Arca Perdida antes. :B
E eu curto pra caramba também o Minority Report, viu. Certamente nesse grupo da ponta.
Quarta-feira, Maio 14, 2008 em 9:36 pm
Tbm gosto do Minority e do Indy. mas nenhum no mesmo grau que o Duel. no caso do Indy, ainda prefiro o terceiro. e não, nem pago pau pro arqueólogo aventureiro :B
Sábado, Junho 21, 2008 em 10:39 pm
Afinal, porque o cara do caminhão queria matar o motorista do carro? Só pq ele tentou ultrapassá-lo?
Domingo, Junho 22, 2008 em 1:09 am
Que cara do caminhão?
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